Pareceres PGR

Parecer do Conselho Consultivo da PGR
Nº Convencional: PGRP00007893
Parecer: P001171987
Nº do Documento: PPA19881013011700
Descritores: PARTICIPAÇÃO NA ELABORAÇÃO DA LEGISLAÇÃO DE TRABALHO
FISCALIZAÇÃO DA CONSTITUCIONALIDADE
FISCALIZAÇÃO ABSTRACTA DA CONSTITUCIONALIDADE
NORMA
REGULAMENTO
ILEGALIDADE
INCONSTITUCIONALIDADE
RESERVA RELATIVA DE COMPETENCIA LEGISLATIVA
INCONSTITUCIONALIDADE ORGANICA
ESTABELECIMENTO FABRIL
PESSOA COLECTIVA
PESSOAL CIVIL DAS FORÇAS ARMADAS
FORÇAS ARMADAS
ELEIÇÃO
COMISSÃO DE TRABALHADORES
LIBERDADE DE INFORMAÇÃO
DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE
LIBERDADE DE EXPRESSÃO
PRINCIPIO DA ECONOMIA PROCESSUAL
COMPETENCIA LEGISLATIVA
PROCESSO CONSTITUCIONAL
PEDIDO SUBSIDIARIO
CONSELHO DA REVOLUÇÃO
PARTICIPAÇÃO DOS TRABALHADORES
REGIME DA FUNÇÃO PUBLICA
PARTICIPAÇÃO DE ORGANIZAÇÃO DOS TRABALHADORES
ASSOCIAÇÃO SINDICAL
ASSEMBLEIA DA REPUBLICA
DIREITOS LIBERDADES E GARANTIAS
Livro: 00
Pedido: 11/27/1987
Data de Distribuição: 12/03/1987
Relator: CABRAL BARRETO
Sessões: 01
Data da Votação: 10/13/1988
Tipo de Votação: UNANIMIDADE
Sigla do Departamento 1: PGR
Entidades do Departamento 1: PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA
Privacidade: [11]
Data do Jornal Oficial: 000000
Área Temática:DIR CONST * DIR FUND / DIR TRAB * DIR SIND.
Ref. Pareceres:P001241979
Legislação:CONST76 ART281 N1 A ART56 D ART58 N2 A ART167 C M ART57 ART37 ART270 ART12 ART55 ART54.
L 46/79 DE 1979/09/12 ART7 ART37.
LTC82 ART51 N1 N5 ART48 ART69.
ESTATUTO DO PESSOAL CIVIL DOS ESTABELECIMENTOS FABRIS DAS FORÇAS ARMADAS APROVADO PELO DL 33/80 DE 1980/03/13 ART109 N1.
L 16/79 DE 1979/05/26 ART3.
Jurisprudência:AC TC 15/88.
AC TC 1/84.
AC TC 117/86.
AC TC 451/87.
AC TC 31/84.
AC TC 75/85.
AC TC 168/88. PCC 11/79. P CC 17/81. P CC 36/81.
Conclusões: 1 - O Tribunal Constitucional aprecia e declara, com força obrigatoria geral, a inconstitucionalidade de quaisquer normas, incluindo as regulamentares;
2 - Declarada a inconstitucionalidade, com força obrigatoria geral, de uma "lei", o regulamento que não contrarie preceito algum da Constituição;
3 - As normas do Estatuto do Pessoal Civil dos Estabelecimentos Fabris das Forças Armadas, aprovadas pelo Decreto-Lei n 33/80, de 13 de Março, foram declaradas inconstitucionais, com força obrigatoria geral, pelo acordão n 15/88, do Tribunal Constitucional;
4 - O despacho conjunto dos Chefes de Estado Maior da Armada, do Exercito e da Força Aerea, publicado no Diario da Republica, II Serie, n 45, de 24 de Fevereiro de 1982, contendo as "Normas de Organização e Funcionamento das Comissões de Trabalhadores dos Estabelecimentos Fabris das Forças Armadas" pode ser considerado como um regulamento de execução do Estatuto referido na conclusão anterior e, consequentemente, estara ferido de igual inconstitucionalidade;
5 - Contudo, e possivel defender que o despacho de 1982 e tambem um regulamento da Lei n 46/79, de 12 de Setembro, que se ocupou das Comissão de trabalhadores em geral, pelo que continuaria em vigor apesar da inconstitucionalidade do Decreto-Lei n 33/80;
6 - Se o despacho de 1982 fosse considerado desde ja eliminado da ordem juridica haveria que considerar repristinadas as normas que revogara, as constantes do despacho conjunto publicado no Diario da Republica, II Serie, de 22 de Novembro de 1979, com as alterações introduzidas pelo despacho publicado no Diario da Republica, II Serie, de 27 de Março de 1980;
7 - Deve prudencialmente pedir-se, a titulo principal, a declaração de inconstitucionalidade das normas do despacho de 1982 que se afigurarem inconstitucionais, e, a titulo subsidiario, as do despacho de 1979;
8 - No processo genetico do despacho de 1982 (e o mesmo se diga para o despacho de 1979) não era necessaria a participação das Comissões de Trabalhadores dos Estabelecimentos Fabris das Forças Armadas, pelo que não se desenha, por isso, uma inconstitucionalidade formal;
9 - O artigo 3 das Normas de 1982 (cfr tambem o artigo 3 das de 1979) e organica e materialmente inconstitucional por ofensa aos artigos 167, alinea c), e 57 da Constituição, na sua versão originaria;
10- Os artigos 2, n 2, alinea c), e 14 das Normas de 1982 (cfr identicamente as Normas de 1979) são materialmente inconstitucionais por ofenderem o disposto no artigo 37 da Constituição;
11- Os artigos 6, 16, 17 e 18 das Normas de 1982 (cfr o mesmo para as Normas de 1979) são inconstitucionais por ofenderem o disposto no artigo 54 da Constituição
12- Não se afigura que os artigos 9, n 2, e 11, n 2, das Normas de 1982 (idem para as de 1979) colidam com qualquer preceito constitucional.

Texto Integral: