Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00015223 | ||
| Relator: | PELAYO GONÇALVES | ||
| Descritores: | ARRENDAMENTO PARA COMÉRCIO OU INDÚSTRIA RESOLUÇÃO DO CONTRATO OBRAS CONTRATO SENHORIO AUTORIZAÇÃO INTERPRETAÇÃO DA VONTADE ÓNUS DA PROVA | ||
| Nº do Documento: | RP199511149520393 | ||
| Data do Acordão: | 11/14/1995 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T CIV PORTO 2J | ||
| Processo no Tribunal Recorrido: | 6987/93 | ||
| Data Dec. Recorrida: | 01/30/1995 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | CONFIRMADA A DECISÃO. | ||
| Indicações Eventuais: | O PROCESSO RECORRIDO É DA PRIMEIRA SECÇÃO. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR CONTRAT. DIR CIV - TEORIA GERAL. | ||
| Legislação Nacional: | RAU90 ART64 N1 D. CCIV66 ART238 N2 ART342 N1. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC STJ DE 1976/03/29 IN RLJ ANO111 PAG302. | ||
| Sumário: | I - Tendo o senhorio requerido licença para obras a efectuar depois de celebrado e iniciado o contrato de arrendamento urbano no respectivo local, o facto de, depois desse contrato e de ocupado por si o arrendado, o inquilino as ter realizado, sem licença do senhorio, para adaptação ao fim ( comércio ou indústria ) do contrato, não é fundamento da resolução do mesmo contrato, previsto no artigo 64 n.1 alínea d) do Regime do Arrendamento Urbano e pedida judicialmente sete anos depois da execução de tais obras. II - No caso vasado no número antecedente deste sumário, a interpretação da vontade das partes, ao clausularem a proibição de quaisquer obras sem autorização escrita do senhorio, deve reportá-la a obras cuja licença ainda não estivesse requerida à data de tal contrato; num caso como o verificado, caberia ao senhorio demonstrar que as aludidas obras foram efectuadas contra a sua vontade. | ||
| Reclamações: | |||