Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00007977 | ||
| Relator: | SOUSA GUEDES | ||
| Descritores: | DANO DIREITO DE QUEIXA ARRENDATÁRIO OFENDIDO CRIME CONTRA O PATRIMÓNIO | ||
| Nº do Documento: | RP199005160225178 | ||
| Data do Acordão: | 05/16/1990 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T J VINHAIS | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | NEGADO PROVIMENTO. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - TEORIA GERAL. | ||
| Legislação Nacional: | CP82 ART111 N1. CPP87 ART49 N3. | ||
| Sumário: | I - O arrendatário de prédio rústico carece de legitimidade para apresentar queixa por crime de dano perpetrado contra tal prédio. II - Nos crimes contra a propriedade é sempre o proprietário da coisa o titular dos interesses que a lei especialmente quis proteger com a incriminação ( artigos 111, nº 1 do Código Penal e 49, nº 3 do Código de Processo Penal ). III - Em face do nosso ordenamento jurídico-penal, é ofendido a pessoa que segundo o critério que se retira do tipo preenchido pela conduta criminosa, detém a titularidade do interesse jurídico-penal por aquela violado ou posto em causa. IV - Assim, no caso dos autos carecia o Ministério Público de legitimidade para acusar face à ausência de queixa por parte do proprietário ( artigos 111, nº 1 e 49 nº 1 citados ). | ||
| Reclamações: | |||