Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00025905 | ||
| Relator: | MARQUES SALGUEIRO | ||
| Descritores: | CRIME PÚBLICO CRIME SEMI-PÚBLICO SUCESSÃO DE LEIS NO TEMPO EXERCÍCIO DA ACÇÃO PENAL LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO EXTINÇÃO DO PROCEDIMENTO CRIMINAL PROSSEGUIMENTO DO PROCESSO SILÊNCIO DESISTÊNCIA DA QUEIXA RENÚNCIA DA QUEIXA | ||
| Nº do Documento: | RP199905059810841 | ||
| Data do Acordão: | 05/05/1999 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T J V N GAIA 3J | ||
| Processo no Tribunal Recorrido: | 388/95 | ||
| Data Dec. Recorrida: | 05/13/1997 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | PROVIDO. REVOGADA A DECISÃO. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - TEORIA GERAL. DIR PROC PENAL. | ||
| Legislação Nacional: | CP95 ART116 N1 N2. CPP87 ART5 N1 ART51 N3 ART330 N2. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC RP PROC9610174 DE 1997/07/09. | ||
| Sumário: | I - Acusado o arguido pela prática de um crime que à data dos factos era de natureza pública a posterior alteração dessa natureza para crime semi-público não afecta a legitimidade do Ministério Público para prosseguir no exercício da acção penal, já que se mostra válido o acto processual praticado ao abrigo da lei anterior. II - Se quando da alteração legal o Ministério Público não tivesse ainda exercido a acção penal então já só o poderia fazer mediante apresentação de queixa, requisito processual que nesse momento havia de ser já observado em função da nova lei substantiva. III - Dada a natureza semi-público que a lei posterior atribui ao crime, nada obsta a que se considere relevante para fazer findar o processo a eventual manifestação de vontade do ofendido nesse sentido. IV - Notificado o ofendido para, em prazo fixado, vir declarar se pretende o prosseguimento dos autos, com a advertência de que, nada dizendo, o silêncio será entendido como manifestação de vontade de os autos não prosseguirem, a tal silêncio, porém, não pode ser atribuído um qualquer sentido, favorável ou desfavorável, ao prosseguimento da acção penal. V - A renúncia ao exercício do direito de queixa significa que tal direito ainda não foi exercido; tendo-o sido então a figura já não será a da renúncia mas a desistência da queixa. | ||
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