Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00019249 | ||
| Relator: | MATOS MANSO | ||
| Descritores: | ESPECULAÇÃO NEGLIGÊNCIA PREÇO PREÇO SUPERIOR AO LEGAL SOCIEDADE COMERCIAL ORGÃO SOCIAL REPRESENTAÇÃO FUNCIONÁRIO ACTUAÇÃO EM NOME DE OUTREM | ||
| Nº do Documento: | RP199610029330534 | ||
| Data do Acordão: | 10/02/1996 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T J V N GAIA | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL | ||
| Decisão: | PROVIDO. REVOGADA A DECISÃO. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - DIR PENAL ECON /TEORIA GERAL. | ||
| Legislação Nacional: | DL 28/84 DE 1984/01/20 ART3 N1 N2 ART35 N3 N5. CP82 ART13. | ||
| Sumário: | I - Deve ser considerado autor material de um crime de especulação por negligência, da previsão do artigo 35 n.3, do Decreto-Lei n.28/84, de 20 de Janeiro, o arguido, empregado de uma sociedade comercial, que expôs à venda ao público frangos a preço superior ao permitido, tendo ele próprio fixado o letreiro com o respectivo preço por não ter efectuado os necessários cálculos para determinar o preço a que deveria vender esse frango, supondo que poderia ser o do dia anterior. II - Não se tendo, porém, provado, que tal facto ilícito resultou de actuação dolosa ou negligente de orgão da sociedade ou de seu representante, actuando em seu nome e no interesse colectivo, não existe qualquer nexo que permita responsabilizar criminalmente a sociedade pela actividade negligente daquele seu empregado. III - Condenado o arguido pelo citado crime, não pode o tribunal, face ao que dispõe o n.5 do artigo 35 do Decreto-Lei n.28/84, deixar de ordenar a publicação da sentença, sendo que esta sanção não é dirigida à sociedade comercial mas sim ao arguido. | ||
| Reclamações: | |||