Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00028214 | ||
| Relator: | TEIXEIRA MENDES | ||
| Descritores: | MATANÇA CLANDESTINA RESPONSABILIDADE CRIMINAL PESSOA COLECTIVA RESPONSABILIDADE PESSOAL RESPONSABILIDADE DO GERENTE NON BIS IN IDEM CONSTITUCIONALIDADE AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA CADUCIDADE INSPECÇÃO ECONÓMICA COMPETÊNCIA | ||
| Nº do Documento: | RP200005100040037 | ||
| Data do Acordão: | 05/10/2000 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T J LOUSADA | ||
| Processo no Tribunal Recorrido: | 8/99 | ||
| Data Dec. Recorrida: | 11/05/1999 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | NEGADO PROVIMENTO. CONFIRMADA A SENTENÇA. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - CRIM C/SOCIEDADE / TEORIA GERAL. DIR PROC PENAL. DIR CONST. | ||
| Legislação Nacional: | CONST97 ART29 N5. DL 269-A/95 DE 1995/10/19 ART1 N3 ART4 N1 N2. CP95 ART11. CPP98 ART119 ART177. DL 28/84 DE 1984/01/20 ART2 N3 ART3 N1 N3 ART22 N1 N5. L 12/83 DE 1983/08/24. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC TC DE 1995/04/20 IN DR IIS 1995/06/24. AC TC IN DR IIS 1992/07/28. AC TC PROC315/92 IN DR IIS 1994/03/31. | ||
| Sumário: | I - A consagração legal de responsabilidade individual ao lado da responsabilidade do ente colectivo pelos mesmos factos não viola o princípio do non bis in idem uma vez que não existe um duplo julgamento da mesma pessoa pelo mesmo facto. II - Pelo crime de abate clandestino impõe-se a condenação do arguido individualmente por ter sido ele quem procedeu a esse abate e a condenação da sociedade comercial que comercializa e vende ao público os animais abatidos, sem a necessária inspecção sanitária, de que aquele arguido é sócio e único gerente, actuando no interesse dessa sociedade em cuja situação económica se reflectem os resultados da exploração comercial que faz no âmbito da mesma sociedade. III - Para que se considere respeitado o prazo da autorização legislativa basta que ocorra dentro desse prazo a aprovação pelo Conselho de Ministros do decreto-lei emitido no uso dessa autorização. Foi o que aconteceu com o Decreto-Lei n.28/84, de 20 de Janeiro. IV - Nada tem de inconstitucional a responsabilidade penal das pessoas colectivas. V - A Inspecção Geral das Actividades Económicas tem competência para a inspecção dos animais abatidos e expostos à venda nos estabelecimentos abertos ao público (talhos), sem necessidade de qualquer mandato judicial. | ||
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| Decisão Texto Integral: |