Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00002791 | ||
| Relator: | MARIO CANCELA | ||
| Descritores: | TÍTULO EXECUTIVO SENTENÇA RECURSO EFEITO DEVOLUTIVO IMPUGNAÇÃO PAULIANA EFEITOS | ||
| Nº do Documento: | RP199205219110721 | ||
| Data do Acordão: | 05/21/1992 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T CIRC PAREDES | ||
| Processo no Tribunal Recorrido: | 140/89 | ||
| Data Dec. Recorrida: | 01/10/1991 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | REVOGADA A SENTENÇA. | ||
| Área Temática: | DIR PROC CIV - PROC EXEC / RECURSOS. DIR CIV - DIR CONTRAT. | ||
| Legislação Nacional: | CPC67 ART47 N2 ART74 N1 ART213. CCIV66 ART610 ART616. CCIV867 ART1044. | ||
| Sumário: | I - Uma sentença de condenação de que foi interposto recurso com efeito meramente devolutivo constitui título executivo. II - E só deixaria de produzir efeitos se fosse modificada em conformidade com a decisão definitiva. III - Cabe ao executado, e não ao exequente, fazer a prova de que a sentença foi modificada. IV - Se o credor pode executar a sentença, pode fazer o necessário para assegurar o fim da execução, ou seja, que os bens fiquem em situação de poderem ser executados. V - Na impugnação pauliana o autor tem de provar ser o seu crédito anterior ao acto impugnado ou, ainda posterior, ter sido este realizado dolosamente com o fim de impedir a satisfação do futuro credor, resultando do acto a impossibilidade para o credor de obter a satisfação integral do seu crédito, ou o agravamento dessa impossibilidade. VI - Na acção pauliana individual não há necessidade de os bens regressarem ao património do devedor, podendo conservar-se em património de terceiro onde o credor poderá executá-los ou praticar actos conservatórios autorizados pela lei do credor. VII - A transmissão não pode ser declarada sem efeito na medida em que a "restituição pode consistir sómente em os terceiros adquirentes tolerarem que o credor execute os bens no seu património e pode incidir apenas sobre parte dos bens". VIII - E também não pode declarar-se cancelado o direito a eles inerente. | ||
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