Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00011853 | ||
| Relator: | MARQUES PEIXOTO | ||
| Descritores: | POSSE REQUISITOS ANIMUS CORPUS PRESUNÇÃO ÓNUS DA ALEGAÇÃO | ||
| Nº do Documento: | RP199407119321327 | ||
| Data do Acordão: | 07/11/1994 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T J PONTE BARCA | ||
| Processo no Tribunal Recorrido: | 19/93-1 | ||
| Data Dec. Recorrida: | 10/04/1993 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | CONFIRMADA A SENTENÇA. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR REAIS. | ||
| Legislação Nacional: | CCIV66 ART1251 ART1252 N2 ART1253. CPC67 ART664. | ||
| Sumário: | I - O nosso legislador adoptou uma concepção subjectiva da posse. A posse adquire-se pelo facto e pela intenção, e define-se, portanto, por dois elementos essenciais: o "corpus", na aquisição original, ou a "traditio" na aquisição derivada e o "animus". II - Para que haja posse com virtualidade para a aquisição do direito de propriedade por usucapião é preciso que haja por parte do detentor da coisa a intenção de exercer, como seu titular, o direito de propriedade sobre a coisa e não mero poder de facto sobre ela. III - Não tendo o autor alegado o "animus" não pode prová-lo no processo, uma vez que só pode provar aquilo que alegou. A presunção a que alude o artigo 1252, n. 2 do Código Civil respeita apenas ao modo de provar o "animus", de modo algum dispensando o autor de alegar na petição os factos que integram esse elemento essencial da posse. | ||
| Reclamações: | |||