Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00013511 | ||
| Relator: | FERREIRA DINIS | ||
| Descritores: | CRIME SEMI-PÚBLICO QUEIXA DO OFENDIDO PRAZO MANDATÁRIO MANDATÁRIO JUDICIAL PROCURAÇÃO PODERES DE REPRESENTAÇÃO RATIFICAÇÃO | ||
| Nº do Documento: | RP199412219440957 | ||
| Data do Acordão: | 12/21/1994 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T CR PORTO 2J | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | PROVIDO. REVOGADA A DECISÃO. | ||
| Área Temática: | DIR PROC PENAL. | ||
| Legislação Nacional: | CPP87 ART49 N3. CP82 ART112 N1. DL 267/92 DE 1992/11/28. | ||
| Jurisprudência Nacional: | ASS STJ DE 1994/09/27 IN DR 255 IS-A 1994/11/04. | ||
| Sumário: | I - De acordo com o acórdão n. 4/94 do Supremo Tribunal de Justiça, publicado no Diário da República, I Série-A, de 4 de Novembro de 1994, há que entender que, com a entrada em vigor do Decreto-Lei n. 267/92, de 28 de Novembro, foi revogado implicitamente o n. 3 do artigo 49 do Código de Processo Penal e caducou a jurisprudência fixada pelo acórdão obrigatório n. 2/92, daquele Alto Tribunal, pelo que não existe qualquer necessidade de ratificação da queixa apresentada por mandatário judicial, munido de simples procuração forense, dentro do prazo fixado pelo n. 1 do artigo 112 do Código Penal. II - No caso de a queixa e a procuração forense serem anteriores àquele Decreto-Lei n. 267/92, não relevam nem o n. 3 do citado artigo 49 ( implicitamente revogado ) nem o acórdão n. 2/92 ( caducado ), mas aqui por aplicação do princípio consignado no artigo 12 do Código Penal sobre a aplicação das leis civis no tempo, haverá apenas que verificar se a queixa foi tempestivamente apresentada pelo procurador dentro do prazo do n. 1 do artigo 112 do Código Penal e se se contém dentro dos limites dos poderes de representação conferidos pelo mandante através de procuração outorgada, hipótese em que a queixa é válida e eficaz. | ||
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