Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa | |||
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| Nº Convencional: | JTRL00002757 | ||
| Relator: | JOAQUIM DIAS | ||
| Descritores: | CHAMAMENTO À AUTORIA TRANSPORTE INTERNACIONAL DE MERCADORIAS POR ESTRADA - TIR MORA DANO | ||
| Nº do Documento: | RL199302020064501 | ||
| Data do Acordão: | 02/02/1993 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T J LOURES 4J | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 1213/911 | ||
| Data: | 03/12/1992 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | ALTERADA A DECISÃO. | ||
| Indicações Eventuais: | J A REIS COD PROC CIV ANOT I PAG442. LOPES CARDOSO MANUAL PAG114. LOPES REGO RMP X PAG151. J R BASTOS NOTAS II PAG135. | ||
| Área Temática: | DIR PROC CIV. DIR ECON - DIR TRANSP. | ||
| Legislação Nacional: | CPC67 ART327 ART328. CCOM888 ART366. DL 46235 DE 1965/03/18 ART1 ART23. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC RL DE 1987/01/22 CJXII 5 PAG108. AC STJ DE 1976/06/08 BMJ N258 PAG190. AC STJ DE 1979/02/08 BMJ N284 PAG136. AC STJ DE 1980/07/08 BMJ N299 PAG244. AC RC DE 1990/11/20 CJXV 5 PAG57. AC RE DE 1991/01/31 CJXVI 1 PAG293. AC STJ DE 1975/01/03 BMJ N243 PAG174. | ||
| Sumário: | I - Só em relação ao primitivo réu, ainda que excluído da causa, é proferida a sentença sobre o mérito da causa, nunca em relação ao chamado à autoria. II - O fim do chamamento à autoria é tão só o de estender ao chamado a eficácia do caso julgado da sentença de mérito (art. 327, CPC), o que revela que tal sentença tem sempre como sujeito passivo o primitivo réu e só este. III - Nos termos do art. 1 da CMR (DL 46235, de 18/03/1965), o transporte de mercadorias, para que lhe seja aplicável aquela Convenção, exige a reunião de três condições: a) tratar-se de transporte a título oneroso; b) efectuado por veículos automóveis simples ou articulados, por reboques ou semi-reboques; c) o lugar do carregamento e o lugar do destino situados em países diferentes, um dos quais, pelo menos, é um Estado Contrante. IV - Ao contrário do contrato de Transporte regulado pelo nosso Código Comercial, em que a indemnização é sempre exigível pela simples mora, sem haver necessidade de provar o dano (C Gonçalves, comentário, II, p. 437), na Convenção de Genebra só há lugar a indemnização pela mora quando o credor provar a existência de prejuízos resultantes da mora. V - Além disso, à semelhança da nossa lei comercial, segundo o regime da Convenção a indemnização pela demora na entrega da mercadoria transportada tem um limite máximo - o preço do transporte -, e é exigível independentemente de culpa do transportador, preposto ou comissário seu. | ||