Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa | |||
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| Nº Convencional: | JTRL00024591 | ||
| Relator: | ISABEL PAIS MARTINS | ||
| Descritores: | CRIME ESSENCIALMENTE MILITAR GUARDA NACIONAL REPUBLICANA ARGUIDO TRIBUNAL COMPETENTE TRIBUNAL MILITAR TRIBUNAL COMUM FORO PESSOAL | ||
| Nº do Documento: | RL199810130045115 | ||
| Data do Acordão: | 10/13/1998 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | PROVIDO. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - TEORIA GERAL. DIR PROC PENAL. DIR MIL - CRIM MIL. | ||
| Legislação Nacional: | CJM77 ART1 N1 N2 ART88 ART94. CONST76 ART211 N3 ART213 N3 ART215 ART218 N1. DL 11292 DE 1925/11/26. LC 1/82 DE 1982/09/30. LC 1/92 DE 1992/11/25. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC TC N409/89 PROC313/88 DE 1989/05/31 IN DR IIS DE 1990/01/26. AC TC N967/96 PROC166/95 DE 1996/07/11 IN DR IIS DE 1996/12/24. | ||
| Sumário: | I - A competência dos Tribunais Militares abrange apenas o conhecimento dos crimes essencialmente militares; entendendo-se como tais os que afectem inequivocamente interesses de carácter militar; que se liguem à função militar específica, - a defesa da pátria -, sendo sendo indiferente a qualidade do agente do crime. II - Assim os agentes da GNR que ilicitamente agridem, injuriam e prendem, determinado cidadão, ainda que no exercício das suas funções, respondem por tais factos (que ofendem interesses eminentemente pessoais) nos tribunais comuns. III - Desde há muito que na estrutura do CJM foi abandonada a doutrina do foro pessoal. | ||