Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa | |||
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| Nº Convencional: | JTRL00003267 | ||
| Relator: | ANTONIO ABRANCHES MARTINS | ||
| Descritores: | SEGURO SILÊNCIO NULIDADE DO CONTRATO ABUSO DO DIREITO | ||
| Nº do Documento: | RL199205070057382 | ||
| Data do Acordão: | 05/07/1992 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | CONFIRMADA A DECISÃO. | ||
| Área Temática: | DIR COM. | ||
| Legislação Nacional: | CCOM888 ART426 ART427 ART429. CCIV66 ART218 ART224 N1 ART334 ART762 N2. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC RL DE 1982/02/05 IN CJ ANOVII T1 PAG171. | ||
| Sumário: | I - O contrato de seguro regula-se, "prima facie", pelas estipulações da respectiva apólice não proíbidas por lei, e só supletivamente pelas disposições do Código Comercial. II - O silêncio só tem valor de declaração negocial quando este lhe seja atribuído por lei, uso ou convenção - artigo 218 do Código Civil. III - A falta de resposta ao questionário médico por parte da pessoa segura não provoca a nulidade da adesão desta ao seguro de grupo destinado a cobrir, além de outros riscos, a incapacidade profissional - inibição de voo do pessoal de cabine, se, segundo o respectivo contrato, tal nulidade derivar apenas de declarações iniciais inexactas ou incompletas do segurado e da pessoa segura. IV - Trata-se de um autêntico "venire contra factum proprium" por parte da seguradora, gerador de abuso do direito, a recusa desta em pagar a indemnização contratual à pessoa segura, verificada a sua incapacidade profissional, se tiver aceite a adesão solicitada por esta, sem fazer qualquer reparo ao não preenchimento do questionário médico. | ||