Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa | |||
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| Nº Convencional: | JTRL00005063 | ||
| Relator: | VENTURA DE CARVALHO | ||
| Descritores: | JUS VARIANDI HORÁRIO DE TRABALHO ALTERAÇÃO TRABALHO POR TURNOS COMPETÊNCIA ENTIDADE PATRONAL TRABALHADOR RECUSA JUSTA CAUSA DE DESPEDIMENTO | ||
| Nº do Documento: | RL199604240099124 | ||
| Data do Acordão: | 04/24/1996 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | NEGADO PROVIMENTO. | ||
| Área Temática: | DIR TRAB - CONTRAT INDIV TRAB. | ||
| Legislação Nacional: | LCT69 ART20 C ART22. DL 409/71 DE 1971/09/27 ART11 ART27. DL 65/87 DE 1987/02/06. DL 874/76 DE 1976/12/28 ART22. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC RL DE 1990/03/21 IN CJ ANO1990 T2 PAG195/195. | ||
| Sumário: | I - O trabalhador deve, em princípio, exercer uma actividade correspondente à categoria para que foi contratado. II - Tendo a entidade patronal invocado graves dificuldades da sua actividade - situação de grave crise no mercado e abaixamento da sua capacidade produtiva - e encarregado o Autor, temporariamente como lhe foi comunicado, de serviços não compreendidos no objecto do contrato, sem diminuição de retribuição, nem modificação substancial da sua posição, agiu a empresa dentro do poder do "jus variandi", outorgado pelo n. 2 do artigo 22 da LCT69, aprovada pelo DL n. 49408, de 24/11/1969. III - É do empregador a competência para estabelecer e alterar o horário de trabalho, desde que respeite os condicionalismos legais. IV - A recusa do Autor em executar as funções correspondentes ao novo posto de trabalho, numa altura em que não podia, ainda, colocar-se a questão de "não ser temporária" tal mudança, determinou, pela sua parte, um comportamento ilícito, que justificou plenamente o seu despedimento com justa causa. | ||