Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa
Processo:
0043231
Nº Convencional: JTRL00010799
Relator: DINIS NUNES
Descritores: EMBARGOS DE TERCEIRO
RESTITUIÇÃO PROVISÓRIA DE POSSE
CAUÇÃO
VALOR
Nº do Documento: RL199111120043231
Data do Acordão: 11/12/1991
Votação: UNANIMIDADE
Texto Integral: N
Privacidade: 1
Meio Processual: AGRAVO.
Decisão: PROVIDO.
Indicações Eventuais: A DOS REIS IN COMENTÁRIO AO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL V3 PAG617.
Área Temática: DIR PROC CIV - PROC ESP.
Legislação Nacional: CPC67 ART235 ART315 N1 N2 ART1041 N2 ART1043 N2.
Jurisprudência Nacional: AC RC 1983/11/08 IN CJ ANOVIII T4 PAG647.
Sumário: I - Na acção de despejo julgada procedente não se ordena outra coisa que não seja o despejo do objecto do contrato de arrendamento, que se declara resolvido.
II - Quando o exequente requer o mandado de despejo é-lhe entregue a posse do objecto e não do estabelecimento comercial ou industrial nele instalado, que não lhe pertence.
III - Dado o disposto no art. 1041 n. 2, do CPC, nos embargos de terceiro pode o embargante requerer logo a restituição provisória da posse desde que preste caução.
IV - O processo de caução vem regulado no art. 235 e o valor a caucionar é o indicado pela parte final do n. 2 do art. 1043, ambos do mesmo código.
V - A lesão feita ao embargante traduz-se na ofensa directa ao seu invocado direito ao arrendamento, embora fique privado de exercer no locado a sua actividade industrial.
VI - O benefício pretendido com os embargos de terceiro consiste no reconhecimento da sua posse sobre a cave que dimana da sua posição de arrendatário e o seu valor deverá fixar-se segundo o critério estabelecido para a acção de despejo.
VII - Assim, o valor a caucionar é, nos termos do art.
1043 n. 2, do CPC, o correspondente ao valor locativo do objecto despejado.
Decisão Texto Parcial:
Decisão Texto Integral: