Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa | |||
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| Nº Convencional: | JTRL00004577 | ||
| Relator: | RODRIGUES DA SILVA | ||
| Descritores: | REINTEGRAÇÃO CATEGORIA PROFISSIONAL BANCÁRIO RETORNADO BANCÁRIO | ||
| Nº do Documento: | RL199006270063634 | ||
| Data do Acordão: | 06/27/1990 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | CONFIRMADA A DECISÃO. | ||
| Área Temática: | DIR TRAB - CONTRAT INDIV TRAB. | ||
| Legislação Nacional: | CONST89 ART13. CPT81 ART69. ACT BANCÁRIOS DE 1973 CLAUS15. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC STJ DE 1984/02/14 IN BMJ N342 PAG269. AC STJ DE 1985/01/30 IN BMJ N343 PAG242. AC RL DE 1987/04/13 IN CJ ANO1987 VOL3. | ||
| Sumário: | I - "O trabalhador bancário regressado de uma agência bancária do ex-Ultramar Português, deve ser integrado nos quadros do Banco no qual prestou serviço no ex-Ultramar, observando-se a categoria profissional em que estava ali classificado". II - O dador do trabalhador não pode baixar a categoria para que os seus trabalhadores tenham sido contratados ou a que tenham ascendido por promoção. III - A entidade patronal que atribuir ao trabalhador certa categoria profissional ainda não institucionalizada deve reclassificá-lo nessa mesma categoria quando esta venha a figurar em instrumento de regulamentação colectiva de trabalho com o conteúdo correspondente, no essencial, às funções que o mesmo trabalhador sempre exerceu desde aquela atribuição. IV - O Autor, que foi admitido ao serviço do Banco de Crédito Comercial, em Moçambique, em 1968/06/08, como quarto escriturário, a partir de 1974/01/01 passou a chefiar a secção designada por OTN (Outros Territórios Nacionais), tendo por missão organizar, coordenar e chefiar os serviços relacionados com todas as operações burocráticas da zona do escudo, nomeadamente, crédito aberto à exportação / importação, cobranças de e sobre Moçambique, descontos, transferências, ordens de pagamento, etc. V - Nessa altura, já o Autor tinha a classe C, o que implica ter os requisitos necessários para exercer as funções de chefia, nos termos da cláusula 15 do ACT de 1973. VI - O Autor exerceu as funções de Chefe de Secção da Secretaria do Pessoal, desde 1974/11/06 até 1975/06/18, e as de Chefe de Serviços da Gestão do Pessoal, a partir de então e até 1976/09/20. VII - Tendo em atenção o princípio relativo à manutenção da categoria, o Réu deveria ter reconhecido ao Autor, pelo menos, a categoria de Chefe de Secção (que este detinha em 1974/07/07) e ter-lhe atribuído o Nível 10 de retribuição, que era o adequado quando, em 1979/05/28, foi integrado na Banca Portuguesa e passou a trabalhar no Banco-Réu. VIII - Consequentemente, ao Autor - que era um trabalhador competente e assíduo, tendo sido promovido por mérito, pelo Banco-Réu em 1983 e em 1984 - devia ter sido reconhecido o direito ao Nível 11 de remuneração, em 1982/01/01, e ao Nível 12, em 1984/01/01, com as implicações legais daí decorrentes. | ||