Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa | |||
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| Nº Convencional: | JTRL00009388 | ||
| Relator: | CRUZ BROCO | ||
| Descritores: | ESPECIFICAÇÃO CONTRATO-PROMESSA DE COMPRA E VENDA CONTRATO-PROMESSA ASSINATURA RECONHECIMENTO NOTARIAL MORA DO DEVEDOR INTERPELAÇÃO INCUMPRIMENTO DO CONTRATO OUTORGANTE | ||
| Nº do Documento: | RL199306170058476 | ||
| Data do Acordão: | 06/17/1993 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | CONFIRMADA A DECISÃO. | ||
| Área Temática: | DIR PROC CIV. DIR CIV - DIR OBG. | ||
| Legislação Nacional: | CPC67 ART511. CCI66 ART219 ART220 ART286 ART410. DL 379/86 DE 1986/11/11. DL 236/80 DE 1980/07/18. CNOT67 ART89 A. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC RC DE 1991/01/08 IN CJ ANOXVI T1 PAG644. AC STJ DE 1989/10/10 IN BMJ N390 PAG363. AC RL DE 1992/03/24 IN CJ ANOXVII T3 PAG115. AC RP DE 1993/01/19 IN CJ ANOXVIII T1 PAG203. AC STJ DE 1967/01/27 IN BMJ N163 PAG296. AC STJ DE 1970/10/27 IN BMJ N200 PAG249. | ||
| Sumário: | I - É censurável a elaboração da específicação com o recurso à pura remissão para documentos juntos aos autos dando-os por reproduzidos em vez de reproduzir os factos deles constantes com interesse para a decisão da causa e se dão como provados. II - No contrato-promessa, a falta de reconhecimento presencial das assinaturas dos outorgantes e de certificação pelo notário da existência de licença de utilização (ou de construção) gera nulidade (atípica) que apenas pode ser invocada pelos promitentes compradores, não devendo dela conhecer oficiosamente o tribunal. III - Do mero decurso do prazo para cumprimento do contrato- -promessa apenas resulta a mora do devedor, não se transformando automaticamente em inadimplemento definitivo, a menos que o credor alegue e prove factos tendentes a demonstrar a perda do seu interesse na prestação; IV - Nada se convencionando no contrato-promessa sobre a data hora e local de celebração do contrato prometido não se pode falar em mora por parte de qualquer dos contraentes enquanto não houver interpelação, mesmo extra- judicial para se apurar o dia em que o contrato definitivo deveria ter lugar, o que pressupõe a indicação de hora e local. | ||