Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça
Processo:
96P192
Nº Convencional: JSTJ00031617
Relator: ANDRADE SARAIVA
Descritores: ABUSO DE CONFIANÇA
CRIME PÚBLICO
CRIME SEMI-PÚBLICO
DENÚNCIA
LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO
APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO
Nº do Documento: SJ199703190001923
Data do Acordão: 03/19/1997
Votação: UNANIMIDADE
Tribunal Recurso: T CIRC SETUBAL
Processo no Tribunal Recurso: 192/97
Data: 04/12/1996
Texto Integral: N
Privacidade: 1
Meio Processual: REC PENAL.
Decisão: PROVIDO.
Área Temática: DIR CRIM - CRIM C/PATRIMÓNIO. DIR PROC PENAL.
Legislação Nacional:
Sumário : I - Porque o crime de abuso de confiança simples passou a ter a natureza de semi-público três têm sido as soluções encontradas para os casos em que o procedimento foi iniciado no domínio do CP de 1982: a) - averiguar se no decurso do processo o ofendido manifestou o desejo de pretender procedimento criminal; se o fez o Ministério Público continuou a ter legitimidade para prosseguir a acção penal; b) - ser ordenada a notificação do ofendido para vir ao processo dizer se deseja procedimento criminal e, no caso afirmativo, fica o Ministério Público com legitimidade para prosseguir a acção penal; c) - aguardar que no prazo de seis meses o ofendido, por sua iniciativa, venha ao processo declarar se deseja procedimento criminal.
II - O que não pode é considerar-se que o prazo de seis meses começe a contar-se a partir do último acto criminoso imputado ao arguido na acusação e não havendo declaração a desejar procedimento criminal nesse prazo, julgar extinto o procedimento criminal por aplicação do regime mais favorável do CP de 1995 e inexistência de queixa.