Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00015704 | ||
| Relator: | FERNANDO FABIÃO | ||
| Descritores: | MATERIA DE FACTO MATERIA DE DIREITO COMPETENCIA DO SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA INTERPRETAÇÃO DO NEGOCIO JURIDICO INTERPRETAÇÃO DA VONTADE CONTRATO-PROMESSA DE COMPRA E VENDA COISA ALHEIA MORA INFLAÇÃO OBRIGAÇÃO PECUNIARIA ACTUALIZAÇÃO DA PRESTAÇÃO ERRO NA APRECIAÇÃO DAS PROVAS PRINCIPIO DA DIFERENÇA | ||
| Nº do Documento: | SJ199205260816081 | ||
| Data do Acordão: | 05/26/1992 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL LISBOA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 1626/88 | ||
| Data: | 05/19/1991 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | NEGADA A REVISTA. | ||
| Indicações Eventuais: | G TELES DIR OBG 6ED PAG108 PAG109. A VARELA OBG EM GERAL 7ED PAG330. A COSTA DIR OBG 5ED PAG326. V SERRA IN RLJ ANO111 PAG94. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR OBG. DIR PROC CIV - RECURSOS. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Jurisprudência Nacional: | |||
| Sumário : | I - O Supremo Tribunal de Justiça so conhece de materia de direito (Lei n. 38/87, de 23 de Dezembro, artigo 29, e artigos 721, n. 1, alinea e), 729, n. 1, do Codigo de Processo Civil), não lhe cabendo apreciar a materia de facto fixada pelas instancias, censurar o erro na apreciação das provas e na fixação dos factos materiais da causa, salvo o caso excepcional previsto na parte final do n. 2 do artigo 722. II - A interpretação das clausulas negociais dos outorgantes constitui materia de facto quando apenas se trata de determinar a vontade real, efectiva, dos declarantes (artigo 236 n. 2, do Codigo Civil), mas ja constitui materia de direito quando a determinação da vontade dos outorgantes tiver de ser efectuada segundo um criterio legal (artigo 236, n. 1 e artigo 238), isto e, quando houver de fixar-se o sentido juridicamente relevante da declaração, a luz do disposto nos dois ultimos preceitos legais. III - E, hoje, comummente aceite a validade do contrato-promessa de venda de coisa alheia, ja que o promitente-vendedor não aliena a coisa, apenas se obriga a aliena-la, havendo somente uma impossibilidade de tipo subjectivo, que não invalida o contrato-promessa. IV - A actualização da quantia devida, em consequencia de inflação, deve fazer-se desde a constituição em mora ate a data do efectivo pagamento, em consonancia com a teoria da diferença (artigo 566, n. 2, Codigo Civil). | ||