Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça
Processo:
046225
Nº Convencional: JSTJ00024727
Relator: AMADO GOMES
Descritores: AUTORIA
PRESSUPOSTOS
FALTA DE CONSCIÊNCIA
ILICITUDE
CASO JULGADO
CRIME POLÍTICO
ORGANIZAÇÃO TERRORISTA
HOMICÍDIO
CONCURSO DE INFRACÇÕES
Nº do Documento: SJ199405040462253
Data do Acordão: 05/04/1994
Votação: UNANIMIDADE
Tribunal Recurso: T REL LISBOA
Processo no Tribunal Recurso: 299/89
Data: 05/26/1993
Texto Integral: N
Privacidade: 1
Meio Processual: REC PENAL.
Decisão: NEGADO PROVIMENTO.
Área Temática: DIR CRIM - TEORIA GERAL / CRIM C/SOCIEDADE.
Legislação Nacional:
Sumário : I - Para a verificação de autoria mediata não se exige qualquer relação directa, nomeadamente por contacto, com os autores materiais, nem que seja o autor mediato e escolher a circunstância de tempo, modo e lugar da execução do crime. Essencial é apenas que sem a intervenção do autor mediato o crime não teria sido cometido.
II - A falta de consciência da ilicitude só aproveita ao agente se o erro não fôr consurável.
III - Não constitui caso julgado e, é caso de concurso de infracções, a condenação por crime de adesão a organização terrorista, do artigo 288 do Código Penal e os crimes de terrorismo e de homicídios cometidos pela organização.