Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
| ||
| Nº Convencional: | JSTJ00015554 | ||
| Relator: | RICARDO DA VELHA | ||
| Descritores: | CASA DA MORADA DE FAMILIA PRESSUPOSTOS DIVORCIO CONJUGE PRINCIPAL CULPADO ARRENDATARIO | ||
| Nº do Documento: | SJ199202060810812 | ||
| Data do Acordão: | 02/06/1992 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL LISBOA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 2186 | ||
| Data: | 02/14/1991 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | AGRAVO. | ||
| Decisão: | NEGADO PROVIMENTO. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR FAM. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Jurisprudência Nacional: | |||
| Sumário : | I - A casa da morada de familia deve ser atribuida ao conjuge que maior necessidade tenha dela. II - Os diversos factores mencionados a titulo exemplificativo no n. 2 do artigo 1110 do Código Civil não são mais que elementos reveladores daquela maior necessidade. III - A qualidade de arrendatario não constitui motivo de preferencia na atribuição do arrendamento, ate porque isso se deve muitas vezes a razões fortuitas ou de respeito pela tradição. IV - O facto de a requerente viver com a filha noutro andar do mesmo predio, pertencendo a seu pai o qual e tambem proprietario do andar da casa de morada de familia não e, por si impeditivo da atribuição da casa da morada de familia ja que a ocupação pela filha e pela neta tem apenas o significado, perante os factos provados, de permitir a estas um local de habitação enquanto não se resolve o destino da casa da morada de familia. | ||