Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00004526 | ||
| Relator: | MAIA GONÇALVES | ||
| Descritores: | SEQUESTRO DIFAMAÇÃO DE AUTORIDADE PUBLICA DESISTENCIA DA QUEIXA EXTINÇÃO DO PROCEDIMENTO CRIMINAL CRIME CONTINUADO PRIVAÇÃO DA LIBERDADE CRIME DE EXECUÇÃO PERMANENTE | ||
| Nº do Documento: | SJ199010030408463 | ||
| Data do Acordão: | 10/03/1990 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Referência de Publicação: | BMJ N400 ANO1990 PAG240 | ||
| Tribunal Recurso: | T REL PORTO | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 23589 | ||
| Data: | 12/07/1989 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | NEGADO PROVIMENTO. ALTERADA A DECISÃO. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - CRIME C/PESSOAS / TEORIA GERAL. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Sumário : | I - O crime de sequestro, previsto no artigo 160 do Codigo Penal, e um crime de execução permanente e não vinculada, que não exige o preenchimento de um especifico periodo de tempo, o qual pode, porem, qualificar o crime, conforme o n. 2, alinea a) deste artigo. Em todo o caso, a privação da liberdade, do "jus ambulandi", para que possa ter algum significado e relevancia como elemento do crime, não devera ter uma duração tão diminuta que, verdadeiramente, não afecte a liberdade de locomoção. II - Nos crimes de execução permanente, como e o caso do sequestro, ha unidade de crime e não pluralidade nem mesmo continuação criminosa, enquanto o agente esta a actuar com o proposito inicialmente formulado e nunca abandonado de manter outrem sequestrado e não ha procedimento criminal, não obstante as alterações verificadas na intensidade da privação da liberdade ambulatoria ou a interrupção temporal dessa privação. III - Perante o Codigo Penal de 1982 (artigo 114 n. 2) a desistencia da queixa so e valida ate a publicação da sentença em primeira instancia. | ||