Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00030374 | ||
| Relator: | ANDRADE SARAIVA | ||
| Descritores: | DANO INTRODUÇÃO EM CASA ALHEIA IMPUTABILIDADE DIMINUIDA MEDIDA DA PENA REGIME CONCRETAMENTE MAIS FAVORÁVEL PREVENÇÃO GERAL SUSPENSÃO DA EXECUÇÃO DA PENA | ||
| Nº do Documento: | SJ199602280488043 | ||
| Data do Acordão: | 02/28/1996 | ||
| Votação: | MAIORIA COM 1 VOT VENC | ||
| Tribunal Recurso: | T CIRC V FRANCA XIRA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 242/93 | ||
| Data: | 06/16/1995 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | PROVIDO PARCIAL. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - CRIM C/PATRIMÓNIO / TEORIA GERAL. DIR CONST - DIR FUND. DIR PROC PENAL - RECURSOS. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Sumário : | I - A entrada do arguido na residência do assistente contra a vontade deste integra o crime de introdução em casa alheia, pois viola um dos direitos consagrados na Constituição: inviolabilidade do domicílio (artigo 34, ns. 1, 2, 3 e 4). II - Estando assente que o arguido cometeu em autoria material, na forma consumada e em concurso real, três crimes, sendo um de dano numa viatura e dois de introdução em casa alheia as exigências da prevenção geral impõem certa severidade para prevenir a garantia e segurança dos bens dos cidadãos mesmo quando na via pública, assim como a inviolabilidade dos seus domicílios, pelo que a pena terá de ser de prisão. III - O arguido não pode ser declarado inimputável se a conclusão da competente perícia é de que ele deve ser considerado imputável, embora de imputabilidade diminuida, e, além disso, se o Colectivo deu como provado que "relativamente a qualquer daqueles casos, ele agiu sempre deliberadamente, livre e conscientemente, bem sabendo que o seu comportamento era proibido por lei". IV - No que se refere à medida da pena, e por haver uma sucessão de regimes penais, tem de se averiguar qual o mais favorável ao arguido, pois esse será o aplicável - artigo 4, n. 2 do C.P. de 1995. V - A execução da pena não pode ser suspensa, como foi no acórdão recorrido, pois o arguido não confessou os factos, não assumiu a responsabilidade do que fez, antes os negou. | ||