Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00001163 | ||
| Relator: | CORREIA DE PAIVA | ||
| Descritores: | ABUSO DE LIBERDADE DE IMPRENSA PUBLICAÇÃO PRESUNÇÃO DE INOCENCIA ONUS DA PROVA | ||
| Nº do Documento: | SJ198505150377053 | ||
| Data do Acordão: | 05/15/1985 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Referência de Publicação: | BMJ N347 ANO1985 PAG170 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | NEGADO PROVIMENTO. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - CRIM C/PESSOAS. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Jurisprudência Nacional: | |||
| Sumário : | I - O artigo 32, n. 2, da Constituição da Republica, estabelece um principio que e de uso designar-se por presunção de inocencia ou de não culpabilidade, justificado por uma concepção que se preocupa essencialmente com o sifnificado etico da pessoa humana. II - Não existe inversão do onus da prova nem presunção contraria a norma constitucional quando a lei, considerando o risco criminal e a dificil prova directa de certa actividade, ponha o risco a cargo do agente e preveja um juizo de circunstancia, possibilitando ao arguido a demonstração da sua improcedencia. III - Competindo ao director do jornal orientar, superintender e determinar o seu conteudo, incumbe-lhe o dever especial de impedir a publicação de escritos ou imagens que possam constituir crime de abuso de liberdade de imprensa, pelo que a lei, hipotizando a possibilidade dele minimizar ou ate desprezar esse dever e tendo em conta a dificuldade material de fazer essa prova, onera-o com o risco relativo a sua conduta. IV - Em processo penal não existe, rigorosamente, o que se denomina de onus da prova, cabendo essencialmente ao Juiz o dever de, oficiosamente, esclarecer os factos sujeitos a julgamento. V - Para a punição do director de periodico não exige a lei que a acusação prove que ele conhecia o teor do escrito injurioso e que consentiu na sua publicação. | ||