Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
| ||
| Nº Convencional: | JSTJ00029602 | ||
| Relator: | COSTA SOARES | ||
| Descritores: | POSSE JUDICIAL AVULSA AUDIÊNCIA DE JULGAMENTO ADIAMENTO RECONVENÇÃO TESTEMUNHA INEPTIDÃO DA PETIÇÃO INICIAL BENFEITORIA | ||
| Nº do Documento: | SJ199603050879992 | ||
| Data do Acordão: | 03/05/1996 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL ÉVORA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 375 | ||
| Data: | 02/23/1995 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | NEGADA A REVISTA. | ||
| Área Temática: | DIR PROC CIV - PROC ESP / RECURSOS. DIR CIV - TEORIA GERAL / DIR OBG / DIR REAIS. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Sumário : | I - Se a audiência de julgamento foi adiada uma vez por falta do mandatário dos Réus, nos termos do artigo 651, n. 2 do C.P.C., a audiência não pode ser adiada outra vez por falta de testemunha. II - Se o pedido reconvencional foi indeferido por despacho que não foi impugnado, tendo, por isso, transitado em julgado, não é passível de recurso (artigos 685, 671, n. 1, 672, 673 e 677 do Código citado). III - Uma testemunha indicada à matéria da reconvenção que não foi admitida, não pode depor, sob pena de se incorrer na violação dos artigos 632, n. 2, 633 e 638, n. 1 do mesmo diploma. IV - Não há qualquer contradição entre o pedido e a causa de pedir, se ambas perfeitamente inteligíveis por estarem entre si juridicamente bem conexionadas de modo a que a prova dos factos que integram a causa de pedir pode, efectivamente, conduzir à procedência do pedido. Deste modo, não há inpetidão da petição inicial (artigo 193, n. 2 do diploma citado). V - Se a autora alegou e demonstrou que tem a seu favor um título translativo de propriedade relativo ao prédio em causa na acção de posse judicial avulsa, que se encontra definitivamente registado em seu nome, e que a Ré, não obstante, é a detentora desse mesmo prédio, e se a Ré, por seu turno, invocou a seu favor, um direito de retenção sobre o mesmo prédio - que obstaria à sua entrega à Autora - mas não conseguiu provar qualquer facto que lhe conferisse tal direito, nomeadamente os atinentes à realização das benfeitorias que alegou ter feito e sendo certo que o ónus desta prova impendia sobre a ré nos termos do artigo 342, n. 1 do mesmo Código, procede a acção. | ||