Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00038014 | ||
| Relator: | SOUSA GUEDES | ||
| Descritores: | OMISSÃO DE AUXÍLIO OCULTAÇÃO DE CADÁVER FAVORECIMENTO PESSOAL NEXO DE CAUSALIDADE | ||
| Nº do Documento: | SJ199411170472033 | ||
| Data do Acordão: | 11/17/1994 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T J ESPINHO | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 670/93 | ||
| Data: | 06/28/1994 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | NEGADO PROVIMENTO. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - CRIM C/SOCIEDADE / CRIM C/ ESTADO / TEORIA GERAL. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Sumário : | I - Para que exista o crime de omissão de auxílio é necessário que exista nexo de causalidade entre a omissão e a permanência ou exasperação do perigo de vida para outrem. II - Não existe esse nexo de causalidade quando o agente prestou socorros à vítima, fazendo-lhe respiração boca a boca e, ao ver que ela tinha falecido, abandonou o local, sem chamar os bombeiros, cujo quartel se situava a poucas dezenas de metros. III - O crime de ocultação de cadáver, cujo resultado típico é a "ocultação", já era considerado doloso à luz do artigo 247 do CP/886, e continuou a sê-lo no C.Penal vigente, ainda que se considere suficiente o dolo genérico. IV - Um mero dever moral não é suficiente para fundamentar a equiparação da omissão à acção. V - Não se verifica este crime, quando o cadáver nunca saiu do local onde a vítima faleceu, tendo-se o arguido limitado a abandonar tal local, que era acessível a qualquer pessoa. VI - O crime de favorecimento pessoal, do artigo 410, do CP/82, apenas se verifica em relação ao favorecimento pessoal de outrem e não do próprio agente do crime. | ||