Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00035146 | ||
| Relator: | JOAQUIM DIAS | ||
| Descritores: | FAVORECIMENTO PESSOAL DOLO ESPECÍFICO ENCOBRIMENTO CRIME DE RESULTADO ACUSAÇÃO FACTOS ESSENCIAIS PECULATO DE USO DESVIO DE PODER AUTORIA MATERIAL | ||
| Nº do Documento: | SJ199801280012293 | ||
| Data do Acordão: | 01/28/1998 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T CIRC LAMEGO | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 77/96 | ||
| Data: | 03/19/1997 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | PROVIDO. | ||
| Indicações Eventuais: | M HENRIQUES S SANTOS IN CP NOTA AO ARTIGO 367 BMJ 290 PAG66. C FERREIRA IN LIÇÕES DE DIR PENAL VOL I PAG292. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - TEORIA GERAL / CRIM C/ESTADO. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Sumário : | I - O favorecimento pessoal (artigo 410 do C.P.Penal de 1982) é uma espécie de encobrimento, punível autonomamente, tendo por elemento subjectivo o dolo específico - a "intenção" ou a "consciência" de que fala o preceito. II - Comete-o quem, por exemplo, der fuga ao agente de um crime, retardar a sua apresentação em juízo, fornecer provas falsas para o absolver ou atenuar-lhe a pena, etc. III - É um crime de resultado, como se vê do n. 3 daquele preceito. Assim, se o favorecido não for a julgamento por amnistia ou perdão de penas, ou for absolvido, o favorecedor também não será punido. IV - No caso de este avisar aquele de que ia ser preso preventivamente, não será punido, se o favorecido se apresentou imediatamente ante quem o mandara capturar. V - Se a acusação for omissa, quanto ao destino do favorecido (se lucrou com o favorecimento), impõe-se absolvê-lo . VI - Consubstanciando-se o peculato de uso (artigo 425 n. 1), no exercício de um desvio de poder, tanto o comete o funcionário que permite o uso ilícito da coisa, como aquele que o ordena. | ||