Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00010330 | ||
| Relator: | VASCO TINOCO | ||
| Descritores: | ROUBO HOMICIDIO QUALIFICADO CONCURSO DE INFRACÇÕES INDEMNIZAÇÃO NULIDADES MEDIDA DA PENA | ||
| Nº do Documento: | SJ198803230388223 | ||
| Data do Acordão: | 03/23/1988 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | NEGADO PROVIMENTO. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - CRIM C/PESSOAS. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Jurisprudência Nacional: | |||
| Sumário : | I - Tendo-se pronunciado as instancias desfavoravelmente sobre a necessidade ou conveniencia da produção de novas provas, carece, o Supremo Tribunal de Justiça de competenia, para se pronunciar sobre o assunto. II - Provada a intenção de matar para a execução de um assalto a mão armada que o reu cometeu, so não tendo surgido a morte do ofendido em virtude da prontidão de socorros que lhe foram prestados, com a pratica de todos os actos que a deviam produzir, integrava a conduta do reu o crime de homicidio voluntario frustado previsto e punido pelos artigos 10, 104 e 351 n. 3 do Codigo Penal de 1986, em concurso aparente com o crime de roubo previsto e punido pelo artigo 433 do mesmo diploma. III - Esta ultima disposição era a aplicavel uma vez que o homicidio era então elemento do crime de roubo; mas pelo actual Codigo Penal, aqueles factos constituem um crime de homicidio qualificado previsto e punido pelos seus artigos 22, 23 n. 1; 74 e 132 n. 1 e n. 2; e tambem o de roubo previsto e punido pelo artigo 306 n. 1 A e n. 2, C, H. IV - Trata-se de concurso real de crimes, porque no actual codigo, o roubo, diferentemente do que acontecia no interior, embora proteja, tambem, bens juridicos eminentemente pessoais, não protege a vida, mandando punir os crimes concorrentes. V - Não se verifica a consumpção entre os dois crimes. VI - Por consagrar o regime que em concreto e mais favoravel ao reu, e o novo codigo que se lhe aplica. VII - E insuficiente a indemnização ao ofendido de 50000 escudos arbitrada nas instancias, devendo subir-se para 500000 escudos, dado o valor dos prejuizos patrimoniais e não patrimoniais sofridos, o que não viola o principio da "reformatio in pejus". | ||