Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00031739 | ||
| Relator: | FLORES RIBEIRO | ||
| Descritores: | DANO QUALIFICADO PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO PATRIMÓNIO CULTURAL PATRIMÓNIO DO ESTADO CULPA | ||
| Nº do Documento: | SJ199702260479663 | ||
| Data do Acordão: | 02/26/1997 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | NEGADO PROVIMENTO. PROVIDO. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - CRIM C/PATRIMÓNIO. DIR CIV - DIR RESP CIV. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Sumário : | I - Para que um bem arqueológico possa ser considerado património social e cultural é indispensável que todo um processo se desenrole com o fim de, como tal, o classificar. II - Apenas pode ser praticado o crime de dano qualificado por atentados contra o património cultural, desde que estejam classificados ou em vias de classificação. III - Por isso, não comete este crime aquele que adquiriu legitimamente um terreno à Câmara Municipal, que não estava classificado nem em vias de classificação e nele procede a construções devidamente licenciadas por essa Câmara, apesar de situado a cerca de 10 metros de umas "Termas Romanas" classificadas e de ter sido objecto de escavações arqueológicas levadas a efeito por uma Unidade de Arqueologia de uma Universidade. IV - Não havendo conduta dolosa, nem mesmo meramente culposa por parte do arguido, não se lhe pode assacar responsabilidade civil pelos danos causados. É doutrina pacífica a de que esta responsabilidade decompõe-se nos seguintes elementos: facto voluntário, ilicitude, imputação do facto ao agente, nexo de causalidade entre o facto e o dano. | ||