Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00024489 | ||
| Relator: | FERREIRA DA SILVA | ||
| Descritores: | COMPRA E VENDA NULIDADE PROCURAÇÃO REVOGAÇÃO PREÇO SIMULAÇÃO | ||
| Nº do Documento: | SJ199405260848932 | ||
| Data do Acordão: | 05/26/1994 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL LISBOA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 6576 | ||
| Data: | 06/03/1993 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | NEGADA A REVISTA. | ||
| Indicações Eventuais: | A REIS ANOT VOLV PAG140. B SANTOS SIMULAÇÃO DIR CIV VOLI 1921 PAG365. ANDRADE TEOR GER PAG193. M PINTO TEOR GER 2ED PAG478. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - TEORIA GERAL. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Sumário : | I - É nula a venda de bens alheios sempre que o vendedor careça de legítimidade para a realizar, mas o vendedor não pode opor a nulidade ao comprador de boa fé- artigo 892 do Código Civil. II - A boa fé, nestes casos, consiste na ignorância de que a coisa vendida não pertencia ao vendedor. III - É certo que a Ré vendeu o prédio no uso de uma procuração já revogada pelo Autor, mas este não demonstrou que o comprador tivesse conhecimento de tal revogação na data em que foi outorgada a competente escritura, pelo que tal revogação não lhes é oponível - artigo 266, n. 1 do Código Civil. IV - São elementos da simulação do negócio juridico a intencionalidade da divergência entre a vontade e a declaração, o acordo entre o declarante e o declaratário, e o intuito de enganar terceiros. V - Só a simulação absoluta é causa de nulidada do negócio simulado, sendo a venda eficaz pelo preço efectivamente convencionado, pois a simulação do preço não torna o contrato nulo. | ||