Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00001868 | ||
| Relator: | MENDES CARVALHÃO | ||
| Descritores: | RECURSO DIREITOS DE DEFESA DE ARGUIDO CONSTITUCIONALIDADE MATERIA DE FACTO MATERIA DE DIREITO AGENTE DA POLICIA DE SEGURANÇA PUBLICA CULPA | ||
| Nº do Documento: | SJ199003280406043 | ||
| Data do Acordão: | 03/28/1990 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL LISBOA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 25238/89 | ||
| Data: | 05/30/1989 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | NEGADO PROVIMENTO. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - TEORIA GERAL. DIR CONST - GARANTIAS ADMI. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Jurisprudência Nacional: | |||
| Sumário : | I - O julgamento em 1 Instancia mediante o tribunal colectivo assegura a averiguação da materia de facto com uma maior precisão do que acontece com a intervenção do tribunal singular e reflexamente justifica que a apreciação por parte do tribunal de recurso se circunscreva a limites dentro dos quais essa apreciação tem razão de ser. II - Segundo o regime do novo Codigo de Processo Penal nos recursos das decisões finais do tribunal colectivo ou do juri, directa e necessariamente interpostos para o Supremo Tribunal de Justiça, este conhece de facto apenas limitadamente nos casos a que se refere o artigo 410 n. 2, cuja constitucionalidade foi apreciada preventivamente pelo tribunal constitucional. III - O artigo 469 do Codigo de Processo Penal de 1929, como decidiu o tribunal constitucional, não e inconstitucional porque não e ele que proibe ao cabo e ao resto o julgamento, ao nivel factico, do feito penal em primeira mão não apreciado e julgado pelos tribunais colectivos criminais. IV - Não se violou, pois, o principio constitucional do duplo grau de jurisdição consagrado no artigo 32 n. 1 da Constituição da Republica Portuguesa. | ||