Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00033959 | ||
| Relator: | CESAR MARQUES | ||
| Descritores: | DIREITOS DE AUTOR COMPROPRIEDADE AUTORIZAÇÃO LICENÇA | ||
| Nº do Documento: | SJ199805210009411 | ||
| Data do Acordão: | 05/21/1998 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL LISBOA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 1478/95 | ||
| Data: | 04/22/1997 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | NEGADA A REVISTA. | ||
| Área Temática: | DIR AUTOR. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Sumário : | I - O direito de autor abrange direitos de carácter patrimonial e direitos de natureza pessoal, denominados direitos morais, e, no exercício dos direitos de carácter patrimonial, o autor tem o direito exclusivo a dispor da sua obra, de frui-la e utilizá-la, ou autorizar a sua fruição ou utilização por terceiros, total ou parcialmente. II - Sendo a obra feita em colaboração, o direito de autor, na sua unidade, pertence a todos os que nela tiverem colaborado, aplicando-se ao exercício comum desse direito as regras da compropriedade, pelo que é lícito a qualquer um dos co-autores servir-se dela. III - Sempre que uma representação de obra não caída no domínio público dependa de licença ou autorização administrativa, será necessário, para a obter, a exibição perante a autoridade competente de documento comprovativo de que o autor consentiu na representação. IV - Os espectáculos de natureza artística só podem ser anunciados ou realizados após a emissão pela Direcção- -Geral dos Espectáculos de licença de representação. V - O co-autor da obra que a interpreta, cantando-a ou tocando-a, e que não transmitiu o conteúdo patrimonial do respectivo direito de autor, não carece de qualquer autorização para o efeito, pois não vai pedir autorização a si próprio. | ||