Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00019794 | ||
| Relator: | PEREIRA CARDIGOS | ||
| Descritores: | FALÊNCIA ARRENDAMENTO LOCATÁRIO USUFRUTO USUFRUTUÁRIO DIREITO AO ARRENDAMENTO MASSA FALIDA ESCRITURA PÚBLICA NULIDADE | ||
| Nº do Documento: | SJ199306010823651 | ||
| Data do Acordão: | 06/01/1993 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL LISBOA | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 5307/91 | ||
| Data: | 11/21/1991 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | CONCEDIDA A REVISTA. | ||
| Indicações Eventuais: | PINTO LOUREIRO IN TRATADO DE LOCAÇÃO VI PAG188. MOTA PINTO IN DIREITOS REAIS PAG371. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR CONTRAT. DIR REGIS NOT. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Sumário : | I - A par das semelhanças do regime entre as figuras de arrendatário e de usufrutuário, existem também diferenças de grande relevo, tais como: - enquanto que o direito do arrendatário se configura como um direito pessoal de gozo, o adquirido pelo usufrutuário, por força da constituição do usufruto, é um direito real de gozo, embora sujeito a limitações quer impostas por lei quer pelo título constitutivo. II - Assim, os poderes de uso e fruição da coisa pelo usufrutuário são muito mais amplos que os do arrendatário e o facto do usufruto ser um direito real confere-lhe, até, a possibilidade de o alienar por acto inter- -vivos. III - É nulo o usufruto que não for constituido por escritura pública. IV - Tendo o Administrador da Falência vendido o direito ao arrendamento e ao trespasse de bens pertencentes à falida sem prejuízo do que viesse a decidir-se na acção, tal direito deve separar-se da massa falida. | ||