Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça | |||
| Processo: |
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| Nº Convencional: | JSTJ00035977 | ||
| Relator: | NORONHA NASCIMENTO | ||
| Descritores: | DIREITO DE PREFERÊNCIA BOA-FÉ RESPONSABILIDADE PRÉ-CONTRATUAL NEXO DE CAUSALIDADE PODERES DO SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA | ||
| Nº do Documento: | SJ199812150009702 | ||
| Data do Acordão: | 12/15/1998 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recurso: | T REL PORTO | ||
| Processo no Tribunal Recurso: | 426/98 | ||
| Data: | 05/05/1998 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REVISTA. | ||
| Decisão: | NEGADA A REVISTA. | ||
| Área Temática: | DIR CIV- DIR OBG. | ||
| Legislação Nacional: | |||
| Jurisprudência Nacional: | |||
| Sumário : | I - Para o exercício do direito de preferência são elementos essenciais do negócio o preço, as condições e época do pagamento e a identidade do futuro comprador. II - Com o preferente não pode o proponente do contrato negociar os termos deste, pois àquele apenas há que perguntar se quer, ou não, substituir-se nele ao terceiro interessado. III - Não há violação da boa fé nas negociações quando o preferente se limita a dizer que está interessado em preferir mas que ignora parte do clausulado previsto. IV - É eticamente reprovável e pode gerar responsabilidade civil pré-contratual a conduta do preferente que faz crer, enganosamente, que está interessado num eventual exercício do seu direito e com isso faz com que o proponente perca o negócio projectado. V - Esta responsabilidade não pode ser declarada sem que se apure que a conduta do preferente foi a causa da perda do negócio pelo proponente. VI - A causalidade naturalística não pode ser apreciada pelo STJ, que apenas pode discutir se há adequação causal entre o evento e dano. | ||