Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo | |
| Processo: | 0438/14 |
| Data do Acordão: | 10/15/2015 |
| Tribunal: | PLENO DA SECÇÃO DO CA |
| Relator: | COSTA REIS |
| Descritores: | NULIDADE DE SENTENÇA DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE LIMITAÇÃO DE EFEITOS |
| Sumário: | I – A nulidade da sentença por omissão de pronúncia está directamente relacionada com o incumprimento de um dos deveres do Juiz - o de conhecer e resolver de todas as questões que as partes hajam submetido à sua apreciação, exceptuadas aquelas cuja decisão esteja prejudicada pela solução dada a outras II - Tendo sido declarada a inconstitucionalidade, pelo Tribunal Constitucional, em fiscalização abstracta, de uma determinada norma, com força obrigatória geral, essa declaração tem um valor normativo e uma força persuasiva equiparável à lei, pelo todos os Tribunais e todas as autoridades administrativas estão obrigados à sua aplicação. III – A pronúncia, pelo Tribunal Constitucional, de que uma determinada norma é inconstitucional, com força obrigatória geral, define com carácter vinculativo e imodificável, não só que a norma é inconstitucional mas também as condições e o momento a partir do qual essa norma deixará de produzir efeitos na ordem jurídica. IV – Deste modo, adquirida a certeza dessa inconstitucionalidade, não podem os Tribunais reanalisarem novamente essa questão ainda que de um ângulo diverso do abordado pelo Tribunal Constitucional. V – A limitação de efeitos da declaração de inconstitucionalidade, sendo uma parte integrante e indissolúvel dessa declaração tem a mesma natureza jurídica que esta, maxime no que toca à sua força vinculativa e à sua obrigatoriedade geral. VI - Daí que, se a declaração de inconstitucionalidade restringiu a produção dos efeitos da norma inconstitucional apenas para futuro, os Tribunais têm de respeitar essa limitação ainda que o pedido de anulação do acto com fundamento em inconstitucionalidade tenha sido anterior àquela declaração e o processo ainda se encontre pendente. |
| Nº Convencional: | JSTA00069372 |
| Nº do Documento: | SAP201510150438 |
| Data de Entrada: | 03/04/2015 |
| Recorrente: | ASSOC SINDICAL DOS JUÍZES PORTUGUESES |
| Recorrido 1: | TRIBUNAL DE CONTAS |
| Votação: | MAIORIA COM 3 VOT VENC |
| Meio Processual: | REC JURISDICIONAL |
| Objecto: | AC STA |
| Decisão: | NEGA PROVIMENTO |
| Área Temática 1: | DIR ADM GER - ESTATUTÁRIO |
| Legislação Nacional: | CONST05 ART202 ART282 N4. CPTA02 ART95 N1. CPC13 ART608 N2 ART615 N1 D. EMJ ART32-A ADITADO PELA L 55-A/10 DE 2010/12/31. L 83-C/13 DE 2013/12/31. |
| Legislação Comunitária: | TFUE ART2 ART6 ART267. TUE ART5 ART19 N1 §2. CDFUE ART47 ART51 ART52 N3. ANOTAÇÕES RELATIVAS À CARTA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS - PUBLICADAS NO JO NC303 DE 2007/12/14. |
| Jurisprudência Nacional: | AC STJ PROC15/12.6YFLSB DE 2013/03/21.; AC STJPROC149/11.4YFLSB DE 2013/06/26.; AC TC N413/14 DE 2014/05/30 PROC14/14. |
| Jurisprudência Internacional: | DESP TJUE PROCC-128/12 DE 2013/03/07. |
| Referência a Doutrina: | ALBERTO DOS REIS - CPC ANOTADO VOLV PAG143. GOMES CANOTILHO - DIREITO CONSTITUCIONAL E TEORIA DA CONSTITUIÇÃO 7ED PAGS1009-1012. |
| Aditamento: | |