DT Penal Monografia 4472 - Registo nº 135153 - TRGMR207708 | |
FARIA, Maria Paula Ribeira de Formas Especiais do Crime - 2ª Edição - Maria Paula Ribeira de Faria - UCP Editora, Out./ 2025 ISBN 978-972-5410912 (Broch.) Oferta ÍNDICE INTRODUÇÃO Capítulo I: Introdução 1. O objetivo que presidiu à elaboração destas lições 2. As razões da escolha da disciplina de Formas Especiais do Crime como objeto do relatório 3. Razão de ordem Capítulo II: O plano de curso proposto (introdução e tábua de matérias) Capítulo III: Introdução aos conteúdos Os conteúdos e a justificação da ligação entre eles PARTE I A INTERPRETAÇÃO NO DIREITO PENAL 1. A colocação do problema 1.1. O método teleológico de interpretação e o Direito Penal. Referência às várias correntes interpretativas (o formalismo jurídico e a teoria pura do Direito de Kelsen; o subjetivismo e o psicologismo jurídicos; a jurisprudência dos interesses de Heck, o funcionalismo jurídico, o pensamento autopoiético de Teubner) 1.2. A identificação de um padrão decisório de natureza material a partir do texto do tipo legal de crime ao qual se devem reconduzir os resultados interpretativos. A distinção entre os elementos descritivos e os elementos normativos do tipo legal de crime. A (difícil) delimitação entre interpretação e analogia. As normas penais em branco PARTE II A NEGLIGÊNCIA Capítulo I: A negligência 1. Generalidades 1.1. O crime negligente como uma realidade social e jurídica específica 2. A estrutura dogmática do crime negligente 6 2.1. O tipo de ilícito negligente 2.1.1. O tipo objetivo de ilícito 2.1.1.1. O resultado. A importância do desvalor do resultado no ilícito negligente 2.1.1.2. A questão da causalidade. A criação de um risco juridico?penalmente relevante 2.1.1.3. O desvalor da conduta negligente. O tipo de ilícito negligente como violação de um dever objetivo de cuidado 2.1.1.3.1. A violação de um dever objetivo de cuidado pelo agente 2.1.1.3.2. As várias formas do dever de cuidado 2.1.1.3.3. A concretização da violação do dever objetivo de cuidado 2.1.1.3.4. As fontes do dever objetivo de cuidado 2.1.1.3.5. A natureza objetiva e abstrata do padrão de cuidado. As capacidades e conhecimentos do agente (o cuidado concreto). Os poderes fácticos e os poderes éticos 2.1.1.3.6. A questão paralela nas obrigações de meios no direito civil 2.1.1.3.7. A importância do princípio da confiança na delimitação do dever de cuidado penalmente relevante 2.1.1.3.8. A distinção entre a função do juiz e do perito na definição da violação do dever de cuidado 2.1.1.3.9. O momento da avaliação da violação objetiva do dever de cuidado 2.1.1.4. A evitabilidade objetiva 2.1.2. O tipo subjetivo de ilícito 2.2. A ilicitude. As causas de justificação 2.3. A culpa negligente 2.4. A negligência grosseira 2.5. A negligência e a omissão 2.6. A participação negligente no ilícito doloso alheio 2.7. A punição do crime negligente Capítulo II: Os crimes agravados pelo resultado 1. Os crimes agravados pelo resultado. O crime preterintencional 1.1. Fundamento da responsabilidade penal pela produção de um resultado agravante 2. Os crimes preterintencionais 2.1. Preterintencionalidade e erro 2.2. A estrutura típica do crime preterintencional 2.2.1. Os elementos objetivos do crime preterintencional 2.2.1.1. O crime fundamental doloso 2.2.1.2. A relação entre o resultado e o círculo de perigos típicos do crime fundamental doloso 2.2.2. Os elementos subjetivos do crime preterintencional 2.2.3. A realidade típica autónoma que corresponde ao crime preterintencional 2.2.4. A punição dos crimes agravados pelo resultado 2.3. P roblemas específicos dos crimes preterintencionais (a desistência nos 7 casos de tentativa de crime preterintencional e a comparticipação) PARTE III OS CRIMES DE OMISSÃO 1. Os crimes de comissão por omissão. Generalidades. A natureza das normas de proibição e das normas percetivas 2. A distinção entre a ação e a omissão 2.1. A colocação da questão 2.2. A resolução de casos específicos 3. A distinção entre os crimes de omissão pura e os crimes de comissão por omissão 3.1. O crime de omissão de auxílio previsto pelo artigo 200.º do Código Penal como caso paradigmático de crime de omissão pura 3.2. A estrutura típica dos crimes de omissão pura 4. A capacidade fática de realizar a ação de salvamento 5. Os crimes de comissão por omissão 5.1. A função e o sentido do artigo 10.º do Código Penal. A equiparação da omissão à ação 6. A posição de garante 6.1. A fundamentação dogmática das posições de garante 6.2. Deveres de proteção 6.2.1. Deveres de proteção de natureza familiar e análoga 6.2.2. Assunção contratual ou fática de deveres de proteção 6.2.3. Deveres legais de proteção associados ao exercício da função pública 6.2.4. As comunidades de perigo 6.2.5. O caso específico da autocolocação em perigo 6.3. Deveres de garante de vigilância e de controlo 6.3.1. A criação prévia do perigo para os bens jurídicos alheios (a ingerência) 6.3.2. A ingerência em casos de atuação justificada 6.3.3. A ingerência no tráfego rodoviário 6.3.4. Domínio sobre fontes de perigo 6.3.5. Responsabilidade pela atuação de outras pessoas 6.4. As posições de monopólio 6.5. Responsabilidade pelo produto 6.6. O alargamento da responsabilidade pela comissão por omissão a riscos gerados por condutas lícitas e socialmente adequadas 7. A transmissibilidade dos deveres 8. Tipo objetivo do crime de comissão por omissão 8.1. O perigo de ocorrência do resultado. A não execução da ação imposta 8 8.2. A autonomia do titular dos bens jurídicos ameaçados como limite à ação de salvamento 8.3. Capacidade fática de praticar a ação (remissão para os casos de omissio libera in causa) 8.4. Causalidade e imputação objetiva nos crimes de comissão por omissão 9. O tipo subjetivo do ilícito de comissão por omissão 10. A justificação da comissão por omissão 11. A culpa e a exigibilidade da ação 12. A atenuação facultativa da pena prevista pelo artigo 10.º, n.º 3 13. Autoria e cumplicidade nos crimes comissivos por omissão 14. Tentativa e comparticipação crimes de omissão dolosos PARTE IV A TENTATIVA E A DESISTÊNCIA DA TENTATIVA Capítulo I: A tentativa 1. Generalidades. O tipo de ilícito da tentativa 2. Fundamento da punibilidade da tentativa 3. A não consumação do crime projetado 4. O tipo de ilícito da tentativa 4.1. O tipo de ilícito subjetivo 4.2. O tipo objetivo de ilícito da tentativa 4.3. A tentativa nos crimes de omissão 4.4. A tentativa na autoria mediata 4.5. A tentativa com participação da vítima 4.6. O início da tentativa na co-autoria 5. A punição da tentativa Capítulo II: A desistência da tentativa 1. A desistência da tentativa. Fundamentos para a não punição do desistente 2. Os pressupostos da desistência da tentativa 2.1. Os elementos externos da desistência 2.1.1. A tentativa acabada e a tentativa inacabada 2.1.2. A relevância da desistência e o regime previsto pelo art. 24.º, n.º 1 e n.º 2, do Código Penal 2.2. Os elementos internos da desistência 2.2.1. A voluntariedade da desistência 2.2.2. A definitividade da desistência 3. A desistência da tentativa dos crimes de omissão 4. A desistência da tentativa nos casos de comparticipação PARTE V A COMPARTICIPAÇÃO Capítulo I: A autoria 1. A comparticipação nos crimes dolosos de ação. Generalidades 2. A distinção entre autoria e cumplicidade 2.1. Os critérios de distinção entre autoria e cumplicidade 3. As várias formas de autoria 3.1. A autoria imediata 3.2. A autoria mediata 3.2.1. A autoria mediata como um déficit nos pressupostos da responsabilidade penal daquele que pratica o crime 3.2.2. O tipo subjetivo da autoria mediata 3.2.3. A prática de atos de execução pelo autor imediato 3.2.4. A autoria mediata em casos de omissão 3.2.5. A autoria mediata nos crimes de mera conduta 3.3. A coautoria 3.3.1. Contributo objetivo dos coautores e domínio funcional do facto 3.3.2. O plano conjunto 3.3.3. A coautoria nos crimes negligentes. A autoria negligente conjunta 3.4. A instigação 3.4.1. O tipo objetivo da instigação 3.4.2. A determinação à prática do facto 3.4.3. O tipo subjetivo da instigação 3.4.4. A execução do crime doloso pelo instigado 3.4.5. A tentativa de instigação e o “pacto para matar” 3.4.6. O agente provocador 3.4.7. O agente encoberto e o agente infiltrado 4. A cumplicidade Capítulo II: A cumplicidade 1. O tipo objetivo da cumplicidade 1.1. A acessoriedade da cumplicidade 1.2. O momento da prestação do auxílio. A cumplicidade sucessiva 1.3. As várias modalidades de cumplicidade 2. O tipo subjetivo da cumplicidade 3. A punição do cúmplice Capítulo III: A comunicabilidade e a incomunicabilidade dos elementos típicos especificamente pessoais (art. 28.º) O CONCURSO DE CRIMES E O CRIME CONTINUADO Capítulo I: O concurso de crimes 1. O concurso de crimes 2. O concurso de crimes negligentes 3. O concurso nos crimes de omissão 4. O concurso aparente de crimes. O concurso impuro ou impróprio 4.1. As formas de revelação do concurso aparente 4.1.1. A relação de especialidade 4.1.2. A relação de subsidiariedade 4.1.3. A relação de consunção 4.1.4. A relação de alternatividade 4.2. As funções do concurso aparente 5. O concurso efetivo de crimes Capítulo II: O crime continuado 1. Fundamento do crime continuado 2. Pressupostos da punição do crime continuado 3. A punição do crime continuado PARTE VII CASOS PRÁTICOS DE FORMAS ESPECIAIS DO CRIME 1. Negligência 2. Os crimes agravados pelo resultado. O crime preterintencional 3. A omissão (a comissão por omissão e a omissão pura) 4. A tentativa e a desistência da tentativa 5. A comparticipação criminosa (autoria e cumplicidade) 6. Concurso de crimes e crime continuado BIBLIOGRAFIA |