DT Civil Monografia 3273 (Vol. I); 3274 (Vol. II) | |
PINTO, Paulo Mota INTERESSE CONTRATUAL NEGATIVO E INTERESSE CONTRATUAL POSITIVO Volumes I e II - Dezembro/2008 - Coimbra Editora [de: Paulo Mota Pinto] ISBN 978-972-32-1653-0 (Vol. I) 978-972-32-1647-9 (Vol. II) (Encad.) Compra Índice Geral Volume I Índice de abreviaturas Introdução 1. O problema 2. Importância prática da distinção 3. Relevância teórica a) Interesse negativo, limiar da vinculação negocial e causalidade b) Excurso sobre as consequências jurídicas da “responsabilidade pela confiança” 4. Questões de método a) Problema jurídico-normativo e não económico b) Dogmática jurídica e dados jurídico-positivos c) História e direito comparado d) Teorias jurídicas e falsificação 5. Sequência Parte I Emergência e expansão da noção de interesse negativo Capítulo I O surgimento da noção de interesse negativo e sua expansão nos direitos continentais 6. A “congénita ambivalência” de “interesse” 7. O direito romano a) “Id quod interest” b) “Quod interest deceptum non esse” aa)Venda de um homem livre, de res extra commercium ou de uma herança inexistente bb)Venda de coisa defeituosa e erro c) Outros casos de (alegada) previsão do interesse negativo d) Evolução pós-clássica e direito justinianeu 8. “Interesse” e indemnização depois da recepção do direito romano a). A escola dos glosadores b). A escola dos comentadores c).. A doutrina humanista d). Evolução até ao século XIX 9. O interesse negativo na pandectística alemã do século XIX a). Na primeira metade de oitocentos b). Friedrich Mommsen, a autonomização do “interesse em não ser enganado” e a “fórmula da diferença” c).. O “interesse contratual negativo” de Jhering d). Depois de Jhering e até ao Código Civil alemão 10.Referência à expansão posterior da noção de interesse negativo a). Consagração legislativa b). Aceitação posterior 11. “Interesse” e “interesse negativo” no direito português — perspectiva histórica a). Até finais do séc. XIX b). De Guilherme Moreira ao Código Civil de 1966 12. Resumo. Sequência Capítulo II Reliance interest e Expectation interest na experiência jurídica norte-americana 13.Responsabilidade pré-contratual, promissory estoppel e limites do contrato a). Concepção restritiva da responsabilidade pré-contratual b). O promissory estoppel c).. Consequências do promissory estoppel 14.Distinção entre o reliance interest e o expectation interest a). A análise de Fuller e Perdue e sua fundamentação b). Repercussão e crítica a Fuller e Perdue c).. Da “morte do contrato” à “morte da confiança” e à “morte do direito dos contratos”? 15.Resumo. Sequência Capítulo III Sobre a análise económica da medida dos danos contratuais e pré-contratuais 16.As medidas da indemnização 17. A teoria do “não cumprimento eficiente” a). Exposição b). Crítica 18.Efeitos dos “remédios” indemnizatórios na responsabilidade contratual..... 19.As análises da responsabilidade pré-contratual a). Ruptura eficiente de negociações b). Confiança eficiente e oportunismo c).. Informação pré-contratual d). Limitações 20.Resumo. Sequência Parte II A teoria do interesse negativo e do interesse positivo Capítulo I Interesse e dano 21. Enquadramento — o direito das obrigações e a hipótese de um modelo “alocativo” 22. A noção de “interesse” a). Sobre a relevância jurídica da noção de “interesse” b). O “interesse” no Código Civil c).. A controvérsia em torno dos conceitos de “interesse” 23. Interesse e dano a). O “interesse” na ilicitude e no dano aa) O “interesse negativo” como situação juridicamente tutelada (“interesse-situação jurídica”) e como prejuízo (“interesse-dano”) b). “Interesse”, objecto da lesão e dano 24. Sobre o conceito de dano 25.A problemática fundamental e as limitações da “fórmula da diferença” 26.Dano da privação do uso 27. Desaproveitamento de despesas 28. Causas virtuais a). O problema da causalidade da causa virtual aa) A delimitação entre os problemas da causalidade e da extensão do dano ressarcível bb) Condição sine qua non e causa virtual cc) “Elemento necessário de um conjunto suficiente” de condições dd) Evitabilidade prima facie, condição necessária e análise da “génese causal” ee) Causas operantes simultaneamente em relação a um dano ulterior (em particular, no lucro cessante) b). Determinação valorativa do dano e limitação à hipótese da diferença na causa virtual 29.Compensatio lucri cum damno a). Delimitação da “compensação de vantagens” e sua justificação face à noção de dano b). Pressupostos e grupos de casos 30.Conclusão sobre a “fórmula da diferença” 31.Função da indemnização e justiça correctiva 32.Interesse e situação de ausência de lesão 33. Resumo. Sequência Volume II Capítulo II A distinção entre o interesse negativo e o interesse positivo 34.Considerações terminológicas e metodológicas 35.Caracterização do interesse em causa na indemnização a). A determinação do termo hipotético de comparação e o critério de distinção b). Interesse negativo e interesse positivo, interesse nos efeitos jurídicos, interesse no cumprimento e interesse na confiança aa) Interesse positivo e interesse no cumprimento, interesse na eficácia jurídica e interesse na confiança bb) Interesse negativo, interesse na confiança e interesse na eficácia jurídica cc) “Modificação” do contrato, interesse positivo e interesse negativo dd) “Sentido” e “objecto” do interesse ee) Interesse negativo, alternativas do lesado e custo de oportunidade c).. O campo de aplicação da distinção entre interesse negativo e interesse positivo e o “interesse na integridade” d). Posições de crítica ou redutoras da distinção 36. Causalidade, fim da norma e distinção entre ressarcimento do interesse negativo e do interesse positivo a). Causalidade entre o evento lesivo e o dano, “preenchedora” da responsabilidade b). Critérios de imputação na responsabilidade pelo interesse negativo ou pelo interesse positivo: “causalidade adequada” e “escopo da norma” c).. “Escopo da norma”, hipótese de responsabilidade e determinação do evento lesivo na distinção entre ressarcimento do interesse negativo e do interesse positivo 37.Sobre a função da indemnização correspondente ao interesse negativo a). Limitação da indemnização, evento lesivo e “concordância prática” entre protecção da confiança e autonomia privada b). Indemnização correspondente ao interesse negativo e obrigação de restituição aa) Complementaridade entre indemnização correspondente ao interesse negativo e função restitutória bb) Redução, por virtude da restituição, do interesse negativo e da obrigação de indemnização 38. A relação entre ressarcimentos correspondentes ao interesse positivo e ao interesse negativo a). Impossibilidade de cumulação aa) A regra da proibição da cumulação e seu fundamento bb) Exclusão da cumulação nas hipóteses dos artigos 900.º e 910.º cc) Referência à indemnização em caso de redução do preço b). O problema da limitação do ressarcimento correspondente ao interesse negativo pelo valor do interesse positivo aa) Delimitação do problema bb) A discussão sobre a limitação da indemnização correspondente ao interesse negativo pelo valor do interesse positivo cc) Posição adoptada 39.Componentes do dano correspondente ao interesse contratual negativo a). Danos emergentes (maxime dispêndios realizados) b). Lucro cessante (maxime oportunidades alternativas preteridas) c).. Questões relativas à prova 40.Resumo Capítulo III Aplicações da distinção entre interesse negativo e interesse positivo 41.Indicação de sequência § 1.º Na responsabilidade pré-contratual 42. Posições sobre o alcance da indemnização na responsabilidade pré-contratual a). No direito português b). Em algumas outras ordens jurídicas c).. Breve apreciação geral d). Delimitação dos grupos de casos relevantes. Sequência 43. Responsabilidade por celebração de um contrato ineficaz a). Na venda de coisa alheia, na venda de bens onerados ou de coisa defeituosa b). Em caso de ineficácia (lato sensu) por falta dos requisitos (em especial da possibilidade) do objecto negocial ou por violação de outras exigências legais imperativas c).. Em caso de nulidade por vício de forma. d). Em caso de invalidade por falta ou vício da vontade e).. Na representação sem poderes 44. Responsabilidade em caso de não conclusão do contrato a). Dissenso b). Aceitação tardia e aviso de chegada tardia da aceitação c).. Indução à não conclusão do contrato d). Ruptura injustificada de negociações e recusa de celebração do contrato e).. Responsabilidade por violação de regras de concurso para celebração de um contrato 45. Responsabilidade por celebração de um “contrato indesejado” a). Indemnização pela indução à celebração do contrato (dolo, erro negligentemente provocado e responsabilidade pela informação, coacção, “negócios usurários”) b). Relações entre indemnização e anulação c).. Revogação do contrato com fundamento em culpa in contrahendo? d). Indemnização por culpa in contrahendo, redução do preço e modificação do contrato “indesejado” e).. Breve referência aos direitos do lesado na compra e venda de empresas e na responsabilidade pelo prospecto 46. Resumo § 2.º Na responsabilidade contratual 47. Indicação de sequência 48.Indemnização em caso de manutenção do contrato a). Sobre o interesse (positivo) no cumprimento b). Interesse negativo, “presunção de rentabilidade” e “ressarcimento de dispêndios” desaproveitados c).. Algumas hipóteses específicas 49. Indemnização em caso de resolução do contrato por não cumprimento a). O problema e as posições defendidas b). Fundamentação da posição adoptada c).. Avaliação por diferença de preços do dano correspondente ao interesse positivo e ao interesse negativo 50. Resumo Bibliografia Índices Índice de jurisprudência Índice de matérias Índice geral |