DT Penal Monografia 4471 - Registo nº135152 - TRGMR207707 | |
CARVALHO, Américo Taipa de Direito Penal - Parte Geral - Questões Fundamentais - Teoria Geral do Crime - 5ª Edição Revista e atualizada - Américo Taipa de Carvalho - UCP Editora, Out./ 2025 ISBN 978-972-5411407 (Broch.) Oferta ÍNDICE PARTE I QUESTÕES FUNDAMENTAIS TÍTULO I O PROBLEMA CRIMINAL-PENAL 1.º Capítulo O sistema global do direito penal 24 I. O sentido da chamada “ciência global do direito penal” II. O sentido e o âmbito atual do “sistema global do direito penal” no Estado de Direito Democrático 2.º Capítulo Evolução histórica do direito penal I. A importância da história do direito penal II. O direito penal na alta Idade Média ou Reconquista Cristã (séculos viii-xii) III. O direito penal na baixa Idade Média (séculos xiii-xv) e na Idade Moderna (séculos xv-xviii) IV. O direito penal na Idade Contemporânea (a partir da 2.ª metade do século xviii) e o Estado de Direito 1. A ideologia da Ilustração e o Direito Penal — o Iluminismo Criminal 2. A filosofia idealista e a Escola Clássica (1.ª metade do séc. xix) 3. O humanitarismo penal e a Escola correcionalista (a partir de meados do séc. xix) 4. O cientismo oitocentista e a Escola Positiva (últimas décadas do séc. xix — primeiras décadas do séc. xx) 5. As correntes mistas do direito penal (desde fins do séc. xix até cerca da década de 70 do séc. xx) 3.º Capítulo As principais questões penais na atualidade Secção I. A procura do equilíbrio entre a garantia dos direitos individuais fundamentais e a necessidade de defesa da sociedade e dos bens jurídicos pessoais e comunitários Secção II. A definição dos bens jurídico-penais e o conceito material de crime 1. Recusa das conceções positivistas, jusnaturalistas, moralistas e sistémico-funcionalistas 2. A conceção ético-social do bem jurídico-penal, mediatizada pela Constituição Democrática 2.1. Critério ético-social: pessoa humana, sistema social e consciência ético-social 2.2. Critério jurídico-constituicional do conceito material de bem jurídico-penal e de crime Secção III. O problema da relação entre a culpa e a prevenção na determinação (legal e judicial) da pena. A adoção de uma conceção preventivo-ética do direito penal e da pena 1. Breve referência à história da questão sobre os “fins da pena” 2. As teorias da “pena exata”, do “valor de emprego” e da “margem de liberdade” 3. Conceção ético-retributiva, conceção ético-preventiva e conceção preventivo-ética da pena, na história recente do direito penal português 3.1. Da conceção ético-retributiva à conceção preventivo-ética da pena 3.2. O meu entendimento sobre a relação entre a culpa e a prevenção Secção IV. As medidas de segurança 1. Génese histórica e progressiva inclusão das medidas de segurança nos Códigos Penais 2. O sistema monista e o sistema dualista das reações criminais 3. A positivação do sistema dualista no Código Penal de 1982 4. O fim e as funções das medidas de segurança 5. Medidas de segurança não privativas da liberdade aplicáveis a imputáveis? 6. Pressupostos e duração das medidas de segurança privativas da liberdade aplicáveis a inimputáveis 7. A semi-imputabilidade ou imputabilidade diminuída: uma lacuna do Código Penal? 8. O sistema do vicariato na execução da pena e da medida de segurança privativas da liberdade 4.º Capítulo A distinção entre o direito penal e outros ramos do direito Secção I. A natureza pública do direito penal e a natureza privada do direito civil 1. A natureza pública e autónoma do direito penal 2. Distinção entre o direito penal e o direito civil 3. A questão da reparação dos danos (patrimoniais e não patrimoniais) causados à vítima do facto criminalmente ilícito 3.1. A responsabilidade civil “emergente de crime” 3.2. A reparação dos danos como questão político-criminal 3.2.1. A reparação do dano como sanção criminal, isto é, como medida substitutiva ou redutora da pena 3.2.2. A natureza jurídico-civil da reparação do dano, embora com relevância jurídico-penal Secção II. O direito penal e o direito de mera ordenação social 1. Antecedente remoto do direito de ordenação social: as contravenções 2. Fatores político-sociais e político-criminais da criação do direito de ordenação social 2.1. Fatores político-sociais: o Estado de Direito Social 2.2. Fatores político-criminais 3. Conclusão: a inevitabilidade da criação de um novo e específico ramo do direito público sancionatório: o direito de mera ordenação social 4. A autonomia (material) do direito de mera ordenação social face ao direito penal 5. As sanções contraordenacionais 5.1. As finalidades 5.2. As categorias de sanções 5.2.1. A sanção principal: coima 5.2.2. As sanções acessórias 6. Competência legislativa 7. Competência para o julgamento 8. Apreciação crítica de alguns aspetos do regime jurídico geral das contraordenações 9. Direito penal comum, direitos penais especiais e direito de mera ordenação social Secção III. O direito penal e o direito disciplinar público 1. A autonomia material e a caraterização do ilícito disciplinar 2. As sanções disciplinares e as suas finalidades 3. Competência legislativa 4. Outras considerações avulsas sobre o direito disciplinar público e sobre eventuais conexões entre este e o direito penal TÍTULO II A LEI PENAL: CRIAÇÃO E APLICAÇÃO 5.º Capítulo O princípio da legalidade penal I. Génese histórico-política: a passagem do Estado Absoluto ao Estado de Direito II. Fundamentos do princípio III. Dimensões ou exigências do princípio da legalidade 1. A exigência de lei em sentido formal — nullum crimen sine lege scripta 2. A exigência de determinabilidade ou tipicidade — nullum crimen sine lege certa 3. A proibição da aplicação analógica — nullum crimen sine lege stricta 6.º Capítulo A eficácia temporal da lei penal I. O princípio da proibição da retroatividade da lei penal desfavorável — nullum crimen, nulla poena sine lege praevia II. A determinação do tempus delicti III. A imposição da aplicação retroativa da lei penal favorável IV. O princípio da aplicação da lei penal favorável V. Consequências do princípio da aplicação da lei mais favorável 1. Descriminalização, despenalização e despunibilização 2. A eficácia temporal da lei que converte uma conduta de contraordenação em crime ou, inversamente, de crime em contraordenação 3. Lei penal intermédia 4. Determinação da lei penal mais favorável 5. O caso julgado e a aplicação retroativa da lei penal mais favorável 5.1. A história do caso julgado e da aplicação retroativa da lei penal mais favorável 5.2. A situação anterior a 15 de setembro de 2007, data da entrada em vigor da atual 2.ª parte do n.º 4 do art. 2.º do CP e do art. 371.º-A do CPP 5.3. A situação a partir de 15 de setembro de 2007, data da entrada em vigor da atual 2.ª parte do n.º 4 do art. 2.º do CP e do art. 371.º-A do CPP: aplicação retroativa da lei penal mais favorável, mesmo que já tenha transitado em julgado a sentença condenatória 6. Os efeitos da declaração de inconstitucionalidade de uma norma penal 7. Alteração dos elementos do tipo legal 8. Alteração das causas de justificação 9. Medidas de segurança VI. Leis temporárias VII. Lei interpretativa e acórdão de fixação de jurisprudência 1. Lei interpretativa 2. Acórdão de fixação de jurisprudência 7.º Capítulo A eficácia espacial da lei penal I. A designação “direito penal internacional” II. Princípios sobre o âmbito de aplicabilidade no espaço da lei penal portuguesa 1. O princípio fundamental da territorialidade 2. Os princípios complementares ou subsidiários 2.1. Princípio da proteção de interesses nacionais [art. 5.º-1-a)] 2.2. Princípio da nacionalidade ativa e passiva [art. 5.º-1-b)] 2.3. Princípio da universalidade [art. 5.º-1-c)] 2.4. Princípio da proteção de menores [art. 5.º-1-d)] 2.5. Princípio da nacionalidade ativa [art. 5.º-1-e)-1.ª parte] 2.6. Princípio da nacionalidade passiva [art. 5.º-1-e)-2.ª parte] 2.7. Princípio da aplicação supletiva da lei penal portuguesa a crimes cometidos por estrangeiros contra estrangeiros [art. 5.º-1-f)] 2.8. Crimes cometidos por pessoas coletivas [art. 5.º-1-g)] 2.9. Princípio da aplicação convencional da lei penal portuguesa (art. 5.º-2) 3. Restrições à aplicação da lei penal portuguesa a crimes cometidos no estrangeiro (art. 6.º) PARTE II TEORIA GERAL DO CRIME TÍTULO I INTRODUÇÃO E PROBLEMAS FUNDAMENTAIS 8.º Capítulo Objeto, método e funções da teoria geral do crime I. Objeto II. Método III. Funções 9.º Capítulo Breve referência à história da evolução da teoria geral do crime I. A teoria geral do crime positivista-naturalista ou “clássica” 1. Exposição 2. Crítica II. A teoria geral do crime normativista ou “neoclássica” 1. Exposição 2. Crítica III. A teoria geral do crime finalista 1. Exposição 2. Apreciação 10.º Capítulo O conceito normativo-social da ação e as sucessivas categorias jurídico-penais constitutivas do crime I. O conceito normativo-social de ação 1. A dupla função do conceito de ação: negativa e positiva 2. O conceito normativo-social de ação II. Tipicidade, ilicitude e causas de justificação 1. A relação entre tipicidade e ilicitude 2. A complementaridade material e funcional do tipo legal (ou tipo incriminador) e das causas de justificação (ou “tipos justificadores”) 3. A autonomia dogmática, político-criminal, sistemática e prático-processual da tipicidade face à ilicitude 4. Desvalor de ação e desvalor de resultado III. A culpa jurídico-penal IV. Os “pressupostos adicionais da punibilidade” TÍTULO II O TIPO DE ILÍCITO 11.º Capítulo A função, o conteúdo e a estrutura do tipo de ilícito I. Função de proteção do cidadão: o tipo-garantia II. Conteúdo: a natureza dos elementos do tipo legal 1. Os elementos objetivos e os subjetivos 2. Os elementos descritivos e os normativos III. Estrutura: as classificações dos tipos legais de crime 1. Classificações segundo o critério do autor 1.1. Segundo a quantidade de autores 1.2. Segundo a qualidade dos autores 1.3. Referência aos chamados “crimes de mão própria” 2. Classificação segundo o critério do resultado material 3. Classificação segundo o critério do processo causal 4. Classificação segundo o critério da unidade ou pluralidade de ações ilícitas 5. Classificação segundo o critério da reiteração ou repetição da ação 6. Classificações segundo o critério do bem jurídico 6.1. Segundo o critério da intensidade do “ataque” ao bem jurídico 6.2. Segundo o critério da duração da lesão do bem jurídico 6.3. Segundo o critério da natureza pessoal, ou não, dos bens jurídicos 6.4. Segundo o critério da autonomia ou dependência existente entre os tipos legais que protegem o mesmo bem jurídico 12.º Capítulo A imputação objetiva do resultado à conduta I. A situação, a importância prática e o sentido do problema II. História da evolução das teorias sobre esta questão 1. A Teoria da Causalidade, das Condições Equivalentes ou da Conditio Sine Qua Non 1.1. Breve exposição 1.2. Apreciação crítica 2. A Teoria da “Causalidade” Adequada ou da Adequação Social 2.1. Exposição 2.2. Apreciação 2.3. O âmbito de proteção da norma e a imputação objetiva do resultado 2.4 Conclusão 3. A Teoria da Conexão do Risco 3.1. Breve exposição 3.2. Conclusão 13.º Capítulo Dolo do tipo (da factualidade típica) I. Observações introdutórias 1. A Importância Prática da Distinção entre Dolo e Negligência 2. Os Elementos Subjetivos Específicos e o Dolo como Elemento Subjetivo Comum 3. A Dupla Dimensão ou Estrutura do Dolo II. A estrutura do dolo do tipo: o elemento intelectual e o elemento volitivo 1. O Elemento Intelectual 1.1. Noção e conteúdo 1.2. O erro sobre a factualidade típica (art. 16.º-1-1.ª parte) 1.2.1. Noção 1.2.2. Espécies de erro 1.2.2.1. Erro sobre o objeto (error in persona vel objecto) 1.2.2.2. Erro na execução (aberratio ictus) 1.2.2.3. Erro sobre o processo causal 1.2.2.4. Erro sobre a adequação 1.2.2.5. Erro, isto é, desconhecimento da proibição legal 2. O Elemento Volitivo 2.1. Espécies de dolo 2.2. Dolo eventual e negligência consciente TÍTULO III AS CAUSAS DE JUSTIFICAÇÃO 14.º Capítulo Doutrina geral I. A complementaridade material e funcional entre o tipo legal e as causas de justificação II. A autonomia “formal” e sistemática das causas de justificação face aos tipos legais ou tipos incriminadores III. Tentativas de sistematização das causas de justificação IV. Elementos subjetivos das causas de justificação 1. A posição tradicional 2. A posição correta V. O erro sobre os pressupostos objetivos de uma causa de justificação 350 1. Caraterização 2. A solução legal: art. 16.º-2 3. A teoria limitada da culpa 15.º Capítulo A legítima defesa I. Introdução II. Fundamentos III. A situação de legítima defesa 1. A agressão 2. A ilicitude da agressão 3. Os bens jurídicos suscetíveis de legítima defesa 4. A atualidade da agressão IV. A ação de legítima defesa 1. A necessidade do meio 1.1. Considerações prévias 1.2. Caraterização da necessidade do meio de defesa 1.3. A utilização de instrumentos alheios como meio necessário para a ação de defesa 1.4. A legítima defesa alheia e a questão da oposição do agredido ao auxílio necessário V. Subsidiariedade da legítima defesa privada, Dec.-Lei n.º 457/99 e proporcionalidade dos bens 1. A questão da subsidiariedade da ação de legítima defesa privada face à defesa pelas autoridades policiais 2. O Dec.-Lei n.º 457/99 e o princípio da “proporcionalidade qualitativa” dos bens VI. A Lei n.º 5/2006, de 23 de fevereiro (regime jurídico das armas e suas munições): a negação do direito de legítima defesa e até do direito de necessidade defensiva?! VII. O elemento subjetivo: o conhecimento da situação de legítima defesa 16.º Capítulo O direito de necessidade I. Fundamento e considerações gerais II. Elementos da situação de necessidade 1. Os bens ou interesses jurídicos 2. A atualidade do perigo 3. A adequação da ação 4. O auxílio necessário ou direito de necessidade alheia III. Os pressupostos do direito de necessidade 1. A “sensível superioridade do interesse a salvaguardar” 2. A não “provocação” da situação de perigo 3. A razoabilidade ético-jurídica do sacrifício de bem jurídico de terceiro IV. O elemento subjetivo: o conhecimento da situação objetiva fundamentadora do direito de necessidade V. O direito de necessidade no Código Civil – art. 339.º 17.º Capítulo O conflito de deveres I. Caraterização do conflito de deveres II. A especificidade e autonomia do conflito de deveres face ao direito de necessidade III. Critérios da ponderação ou hierarquização dos deveres 18.º CAPÍTULO A obediência hierárquica I. Situação do problema II. Pressupostos da legitimidade da ordem III. Questões e sua resolução 1. Ordem formal e materialmente legítima 2. Ordem formalmente ilegítima 3. Ordem formalmente legítima, mas materialmente ilícita 3.1. Ordem formalmente legítima, mas cuja execução se traduz na prática de um facto ilícito não criminal 3.2. Ordem formalmente legítima e cuja execução implica a prática de um ilícito criminal 19.º Capítulo O consentimento I. Introdução: o consentimento como causa de atipicidade, como causa de exclusão da ilicitude e como causa de diminuição do ilícito II. Fundamento da eficácia excludente da ilicitude III. Pressupostos da exclusão da ilicitude 1. A disponibilidade do bem jurídico 2. Liberdade do consentimento 3. Forma do consentimento 4. Revogabilidade do consentimento 5. O elemento subjetivo: o conhecimento do consentimento IV. O consentimento presumido TÍTULO IV A CULPA E AS CAUSAS DE EXCLUSÃO DA CULPA 20.º Capítulo A culpa jurídico-penal como problema I. Breves reflexões introdutórias II. Referência à história da relação entre a culpa e a pena III. A culpa da vontade referida ao facto IV. A culpa da vontade referida à personalidade V. A culpa e a necessidade de prevenção como componentes da categoria da “responsabilidade” VI. A culpa da personalidade 1. A definição material 2. As espécies de culpa 3. As aplicações da “culpa da personalidade” 21.º Capítulo A imputabilidade jurídico-penal I. A imputabilidade como pressuposto psicológico-normativo do juízo de culpa II. A inimputabilidade por anomalia psíquica como obstáculo à comprovação e ao juízo de culpa III. Consequências desta conceção da inimputabilidade por anomalia psíquica como impossibilidade de compreensão da personalidade do agente do tipo de ilícito IV. As categorias de inimputabilidade segundo o Código Penal V. A imputabilidade diminuída VI. A responsabilidade penal dos chamados “jovens adultos” VII. A inimputabilidade transitória autoprovocada 22.º Capítulo O erro sobre a ilicitude I. A questão II. As respostas dadas pelas diferentes teorias 1. Teorias do dolo 2. Teorias da culpa III. A nossa posição IV. A solução adotada pelo Código Penal — art. 17.º e art. 16.º-2 V. Espécies de erro sobre a ilicitude 23.º Capítulo As causas de desculpa I. Considerações gerais 1. Causas de desculpa e causas de justificação 2. A conexão teleológico-material entre as causas de desculpa e o conceito de culpa 3. A associação sistemática das causas de desculpa e das causas de justificação 4. Crítica da tradicional designação “não exigibilidade” 5. Aplicação analógica das causas de desculpa 6. O erro sobre as causas de desculpa 6.1. O erro sobre os pressupostos de uma causa de desculpa 6.2. O desconhecimento dos pressupostos da causa de desculpa 6.3. O erro sobre a desculpa 6.4. O desconhecimento da desculpa II. As singulares causas gerais de desculpa 1. O excesso de legítima defesa asténico não censurável 1.1. Caraterização do excesso de legítima defesa 1.2. O excesso (intensivo) de legítima defesa e o excesso extensivo de legítima defesa 1.3. Excesso de legítima defesa, redução do ilícito e atenuação especial da pena 1.4. As espécies de excesso de legítima defesa 1.5. Razão da diferente valoração jurídico-penal das duas espécies de excesso 1.6. A censurabilidade ou incensurabilidade do excesso asténico 1.7. O excesso de legítima defesa putativa 2. O estado de necessidade desculpante 2.1. Considerações preliminares 2.2. Pressupostos comuns ao direito de necessidade e ao estado de necessidade desculpante 2.3. Pressupostos específicos do estado de necessidade desculpante 2.4. A negação da desculpa dos agentes que têm o dever jurídico especial de suportar o perigo (“exigibilidade intensificada”) e das pessoas que, pelo menos negligentemente, se colocaram na situação de perigo 3. O conflito de deveres desculpante 4. A obediência indevida desculpante TÍTULO V OS CRIMES NEGLIGENTES E OS CRIMES AGRAVADOS PELO RESULTADO 24.º Capítulo Os crimes negligentes I. Considerações preliminares II. A dupla dimensão do crime negligente III. Análise da estrutura do tipo de ilícito negligente 1. A violação do dever objetivo de cuidado 2. A imputação objetiva do resultado típico (“desvalor de resultado”) à ação violadora do dever objetivo de cuidado (“desvalor de ação”) 3. A autonomia do tipo de ilícito negligente IV. A culpa negligente 1. Noção 2. Pressupostos da culpa negligente V. Espécies de negligência 1. Negligência consciente e negligência inconsciente 2. Negligência inconsciente, negligência consciente e dolo eventual VI. Os graus da culpa negligente 25.º Capítulo Os crimes preterintencionais e os crimes agravados pelo resultado I. Noção geral II. A questão fundamental III. A evolução histórica da responsabilidade penal pelo resultado: breves considerações IV. O crime preterintencional V. Os crimes qualificados pelo resultado: o sentido e o âmbito normativo do art. 18.º TÍTULO VI OS CRIMES DE OMISSÃO 26.º Capítulo A relevância jurídico-penal da omissão e os crimes de omissão própria I. A relevância jurídico-penal da omissão II. A capacidade individual de praticar a ação III. Crimes de omissão própria ou crimes omissivos 1. Noção 2. Pressupostos 27.º Capítulo Os crimes comissivos por omissão I. Consideração preliminar II. A doutrina tradicional 1. Breve exposição 2. Crítica III. A posição adotada pelo Código Penal de 1982 1. O art. 10.º-1: o princípio da equiparação geral da omissão à ação 2. O art. 10.º-2: o critério do dever jurídico pessoal de garante 3. O dever jurídico pessoal de garante na doutrina portuguesa 4. Posição adotada 5. Situações em que parece inequívoco que há o dever jurídico pessoal de garante 5.1. A lei, o contrato e a ingerência como fontes do dever jurídico pessoal de garante 5.2. As situações de domínio sobre as causas do perigo 5.3. As relações de autoridade sobre as pessoas de que provém o perigo 6. Haverá o dever jurídico de garante nos casos da criação de uma situação de perigo por causa do exercício de uma causa de justificação? 6.1. Situações de dever jurídico de garante 6.2. Situações em que não há dever jurídico de garante 7. Nas situações ditas de “monopólio” haverá o dever jurídico de garante? IV. A omissão nos crimes de execução vinculada e nos ditos e ultrapassados “crimes de mão própria” V. A imputação do resultado à omissão da ação VI. O erro nos crimes comissivos por omissão VII. A graduação da gravidade do ilícito e da culpa nos crimes comissivos por omissão |