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LOPES, Albino Anjos, e outro A modernização da Administração Pública passa por uma revolução burocrática / Albino Anjos Lopes, Carlos Rodrigues Revista Lusíada. Economia e Empresa, Lisboa, n. 10 (2010), p. 95–139 Artigo disponível em: http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/lee/article/view/866 MODELO DE GOVERNAÇÃO, GESTÃO, CULTURA, SERVIÇO PÚBLICO Com base num estudo empírico pretendemos evidenciar a necessidade de um retorno ao modelo de governação das organizações públicas, designado de gestão burocrática, desenvolvido por Max Weber. Com efeito, partindo da ideia de que a Administração portuguesa importou e fundiu dois modelos antagónicos (Napoleónico e Burocrático), nascidos em contextos diferentes, constatamos que essa adaptação à realidade portuguesa resultou num mix culturalmente inadequado, que designamos por Modelo Administrativo Tradicional. De um modo geral, tem-se feito uma crítica severa a este Modelo, como se se tratasse do clássico modelo burocrático weberiano, mas, na verdade, tudo parece indicar que o mix resultante estaria muito longe de ter incorporado os princípios originais da revolução burocrática. Assim, depois de várias décadas de “processos de reforma e modernização”, inspirados em diferentes movimentos teóricos originários de diferentes contextos culturais, as organizações públicas portuguesas parecem continuar a demonstrar, na generalidade, uma grande ineficácia e ineficiência no seu funcionamento. Nesta perspetiva, procuramos saber se o diagnóstico que tem sido feito pelos “reformadores” é ou não desfocado da realidade e quais os pressupostos de que parte. A pesquisa desenvolvida parece confirmar essa desfocagem. Os resultados do estudo empírico efetuado revelaram que, efetivamente, os princípios fundamentais preconizados por Max Weber, designadamente, os da separação entre instância política e organização técnica do trabalho, geradora de decisões informadas, estão sistematicamente ausentes do sistema administrativo português. 1. Introdução. 2. Modelo Administrativo Tradicional. 3. Hipóteses de Trabalho. 4. Metodologia. 5. Estudos de Caso: Caracterização dos Principais Sistemas Administrativos Europeus. 6. Síntese da Análise de Dados e Teste das Hipóteses. 7. Discussão de Resultados e Teste da Hipótese Geral. 8. Conclusão. Bibliografia. LEGISLAÇÃO. |