Biblioteca STA


PP019
Analítico de Periódico

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FALCÃO, Mariana, e outros
Desinstitucionalização de crianças e jovens : Portugal na sombra da Europa : uma perspectiva da medicina / Mariana Falcão, Patrícia Magalhães, Mariana Liz, Ana Filipa Lopes, Vânia Martins, Manuela Araújo
Revista do CEJ, Coimbra, n.1 (1º Sem. 2022), p.117-125


DIREITO DOS MENORES, DIREITOS DA CRIANÇA, PROTEÇÃO À CRIANÇA, NEGLIGÊNCIA, INSTITUIÇÕES SOCIAIS, FAMÍLIA DE ACOLHIMENTO, SAÚDE MENTAL, BEM-ESTAR SOCIAL

As crianças expostas a experiências precoces de negligência afectiva apresentam risco aumentado de perturbações emocionais e alterações do comportamento. Os cuidados institucionais poderão ser potenciais exemplos de privação afectiva e a literatura científica sugere que o acolhimento familiar é a alternativa mais adequada para a maioria das crianças. Em Portugal, os elevados números de crianças institucionalizadas, comparativamente à maioria dos restantes países europeus, levantaram preocupações e, em 2014, a Comissão dos Direitos da Criança alertou o país para a necessidade de reforçar a base familiar nos cuidados da criança e desenvolver estratégias de desinstitucionalização. O presente artigo revela a percentagem de crianças institucionalizadas e em famílias de acolhimento, em vários países europeus e em Portugal, deixando transparecer uma desigualdade alarmante. Torna-se emergente questionar os serviços de sistemas de cuidados a crianças e jovens em risco em Portugal e promover a sua reformulação, em prol da sua saúde mental e bem-estar.