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Portugal. Supremo Tribunal Administrativo. 1.ª Secção, 7/03/2006 Contrato de Associação ; Reposição de quantias ; Ensino particular ; Processo disciplinar Acórdãos Doutrinais do Supremo Tribunal Administrativo, Lisboa, a.45n.539(Nov.2006), p.1702-1728 Estante n.º 1 COLÉGIO / Portugal, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO / Portugal, CONTRATO DE ASSOCIAÇÃO / Portugal, SANÇÃO CONTRATUAL / Portugal, REPOSIÇÃO DE QUANTIAS / Portugal, PROCESSO DISCIPLINAR / Portugal, USURPAÇÃO DE PODER / Portugal, INCONSTITUCIONALIDADE ORGÂNICA / Portugal I. O DL n° 553/80 não padece de inconstitucionalidade orgânica ou formal por virtude de conferir a actos de natureza regulamentar o poder de integrar, modificar, suspender ou revogar os seus preceitos. II. Aquele diploma apenas veio densificar suficientemente as questões relativas às sanções a aplicar, não tendo assim permitido que o regulamento, ou seja, a portaria n° 207/98, de 28/3, introduzisse inovações relevantes, tendo-se antes limitado a veicular os comandos do DL 553/80. III. O contrato entre o Ministério da Educação e um colégio pelo qual este ministra o ensino em condições de gratuidade idênticas ao serviço público, de modo a reforçar a liberdade de opção dos encarregados de educação pelo estabelecimento que pretendem e o Ministério presta apoio financeiro é de natureza administrativa, nos termos da al. h) do n°2 do artº 178° do CPA. IV. Com fundamento em inexecução do referido contrato a Administração pode aplicar as sanções previstas no DL 553/80 e na Portaria 207/98, para a qual o contrato remete, nos termos da al. e) do art° 180° do CPA, sanções que têm base legal e natureza contratual. V. Esta natureza não impede a aplicação das regras procedimentais do processo disciplinar regulado pelo Estatuto Disciplinar da Função Pública nem os prazos de prescrição aí previstos, uma vez que existe remissão expressa e as soluções não são incompatíveis com a diferente natureza desta sanção. VI. Não ocorre o vício de usurpação de poder quando a Administração, no termo do referido processo disciplinar, ordena a reposição das quantias recebidas ilicitamente pelo estabelecimento de ensino privado. |