Centro de Documentação da PJ
Analítico de Periódico

37378
SKAF, Faten
Les modes opératoires des cybercriminels / Faten Skaf
Revue Internationale de Criminologie et de Police Technique et Scientifique, Genève, Vol. 73, n. 2 (Avril-Juin 2020), p. 155-178
(*) CD315. Tradução parcial do resumo inserto no artigo.


CRIME INFORMÁTICO, MODUS OPERANDI

Os atores da ciberameaça obedecem a motivações, intenções e objetivos radicalmente distintos. As ameaças que afetam a segurança de uma rede serão de natureza diferente quer se trate de um pirata [hacker], de um intruso ou de um terrorista, mas os métodos são muitas vezes idênticos. O recurso a um ataque informático traz numerosas vantagens na medida em que se revela menos arriscada, menos dispendiosa e muito mais discreta sendo a identificação do seu autor extremamente difícil. Por outro lado, é complexa a proteção a ataques informáticos porque as técnicas evoluem sem parar e não existe parada absoluta no ciberespaço. Outra dificuldade, a segurança informática está muito dependente dos comportamentos dos utilizadores dos sistemas de informação que consideram muitas vezes as regras de segurança como constrangimentos. Todos foram um dia confrontados, por vezes sem o seu conhecimento, com práticas de piratas, sem necessariamente serem vítimas. Para se poderem proteger eficazmente contra todo o tipo de ataques informáticos e telefónicos, é importante saber como os delinquentes cometem as suas infrações identificando os seus diferentes modi operandi, quer sejam os principais tipos de ataques, ou os novos modos de ação.