Centro de Documentação da PJ
Analítico de Periódico

CUSSON, Maurice
Paradoxes américains : autodéfense et homicides / Maurice Cusson
Revue Internationale de Criminologie et de Police Technique et Scientifique, Genève, Vol. 52, n. 2 (Avr-Jui 1999), p. 131-150


HOMICÍDIO, DEFESA PESSOAL, VITIMAÇÃO, ARMA DE FOGO E MUNIÇÕES, ESTADOS UNIDOS

Verifica-se que os EUA apresentam as taxas de homicídios mais elevadas do mundo. Este fenómeno é interpretado à luz de uma análise sociológica do autor, mas esta não é suficiente para explicar o paradoxo representado no binómio auto-defesa-homicídio. A explicação para o problema poderá residir no recurso às armas para autodefesa e na sua legitimação, recurso este consolidado pela história e pela lei dos próprios EUA. O paradoxo persiste pois, na medida em que, por um lado, a arma como autodefesa evita elevado número de tentativas de homicídios e gera um efeito dissuasor, mas por outro, os criminosos têm fácil acesso às armas e matam mais facilmente. A cultura de autodefesa impede assim a distinção entre força legítima e ilegítima, tornando qualquer vítima mais perigosa e contribuindo para a escalada dos conflitos letais.