Centro de Documentação da PJ
Analítico de Periódico

35744
CARROLA, Filipa
O lado B (de Bom) e F (de Funcional) da psicopatia / Filipa Carrola
Investigação Criminal, Lisboa, Nº 10 (Maio 2016), p. 122-136
CD 350.


PSICOLOGIA CRIMINAL, PERFIL PSICOLÓGICO, PERSONALIDADE CRIMINAL, ANÁLISE PSICOLÓGICA

Este artigo apresenta e explora a teoria, no mínimo revolucionária e polémica, do psicólogo e investigador da Universidade de Oxford, Kevin Dutton (2012; 2014), a respeito da psicopatia. A partir da análise documental de duas das suas obras literárias irreverentes, nomeadamente, "The Wisdom of Psychopaths: What Saints, Spies and Serial Killers can teach us about Success" (2012), e "The Good Psychopath’s: Guide to Success" (2014), objectivou-se descortinar, cientificamente, os argumentos propostos pelo autor para sustentar a defesa do lado bondoso e funcional dos psicopatas. Desde a sua investigação realizada no Reino Unido para efeito de listagem das dez profissões que reúnem os «mais» e os «menos psicopatas», passando pela proposta de entendimento da psicopatia enquanto espectro (à semelhança do autismo), e (de jeito metafórico), enquanto mesa de mistura de som (usual no exercício da profissão de DJ’s), até à defesa da existência do princípio de funcionalidade da psicopatia (designados por Kevin Dutton como psicopatas funcionais), o conteúdo teórico deste artigo expõe também que, por detrás do lado mais negro e demonizado dos traços psicopáticos encontram-se, não raras vezes, características personalísticas que os comuns mortais podem e devem treinar rumo, sobretudo, ao sucesso profissional (sem que, obviamente, tal implique, e.g., matar alguém).