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| LOPES, Maria Francisca Farinhas de Rebocho The hunter and the hunted [Documento electrónico] : a comparative study of the hunting behavior of rapists and child molesters / Maria Francisca Farinhas de Rebocho Lopes.- [Braga] : [s.n.], 2009.- 1 CD-ROM ; 12 cm Tese de Doutoramento em Psicologia, Área de Conhecimento em Psicologia da Justiça, apresentado ao Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho, tendo como orientador Rui Abrunhosa Gonçalves. Ficheiro de 915 Kb em formato pdf (145 p.). Disponível também em: http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/9860/1/tese.pdf. Acedido a 18 de Janeiro de 2012. VIOLÊNCIA SEXUAL, CRIME SEXUAL, PEDOFILIA, CRIME CONTRA CRIANÇAS, PERFIL PSICOLÓGICO, PERSONALIDADE CRIMINAL, ANÁLISE PSICOLÓGICA, TESE, PORTUGAL O Caçador e a Caça - Um estudo comparativo do comportamento predatório de violadores e abusadores sexuais de menores: A investigação acerca do modus operandi, da tomada de decisão geográfica e do comportamento predatório dos ofensores sexuais tem vindo a aumentar ao longo dos últimos anos. Contudo, muito deste trabalho apresenta limitações de dois tipos gerais, um dos quais diz respeito às dimensões e variáveis estudadas, e o outro ao tipo de ofensor em questão. A maioria dos estudos ainda tende a ignorar a dimensão geográfica do processo criminal, limitando assim a nossa compreensão do evento criminal como um todo. A motivação criminal e as suas causas internas ainda são enfatizadas e procuradas, enquanto o papel dos factores situacionais e ambientais é frequentemente negligenciado. Para além disso, a maioria destes estudos foram realizados utilizado amostras compostas exclusivamente de violadores ou abusadores de menores, e aqueles estudos que recorreram a amostras mistas negligenciaram a realização de análises comparativas entre os dois tipos de ofensores. Dado que o enfoque dos estudos acerca dos violadores tem sido consistentemente diverso daquele dos estudos sobre abusadores de menores, a real profundidade da distinção entre violadores e abusadores de menores não é clara para nós, tanto mais quando nos deparamos com ofensores sexuais versáteis, crossover ou polimorfos, que procuram vítimas de diversos grupos etários. Assim, é necessário estudar ambos os tipos de ofensores com recurso às mesmas variáveis e aos mesmos constructos teóricos, para que comparações precisas possam ser feitas e as semelhanças e diferenças entre estes dois tipos possam ser exploradas. Por conseguinte, e com vista a uma melhor compreensão da natureza e da dinâmica do processo criminal da agressão sexual, este estudo explora a questão partindo de uma perspectiva teórica diferente e recorrendo a modelos analíticos também diferentes, utilizando uma amostra de 216 reclusos condenados por crimes sexuais envolvendo contacto físico directo com as vítimas. Em primeiro lugar, foram identificadas as características de comportamento predatório e de modus operandi que constituem preditores precisos do tipo de ofensor (violadores versus abusadores de menores). Em segundo lugar, foram identificados padrões de comportamento predatório nesta amostra mista de violadores e abusadores de menores, e estes foram testados com vista a determinar quais os padrões associados a cada tipo de ofensor. Finalmente, foram examinadas as relações entre as características do modus operandi e o processo de tomada de decisão geográfica e os padrões de comportamento predatório emergentes. Os resultados demonstram a existência de diferenças claras entre violadores e abusadores de menores, no que concerne ao seu comportamento predatório, às suas características de modus operandi e à sua tomada de decisão geográfica. Foram desenvolvidos três modelos preditivos, e foram identificados três tipos de ofensor: (1) manipulador, (2) oportunista, e (3) coercivo. O ofensor manipulador é tipicamente um abusador de menores, e o coercivo é tipicamente um violador, enquanto o oportunista é composto tanto por violadores como por abusadores de menores. Este dado enfatiza a relevância dos ofensores sexuais polimorfos, crossover ou versáteis e o seu contributo para o surgimento de novas formas de conceptualizar os ofensores sexuais, para o esbater das linhas prototípicas, e para a mudança de enfoque da investigação. |