Centro de Documentação da PJ
Monografia

CD325
NAZARÉ, Ana Margarida da Silva
O perfil dos casos não identificados em antropologia forense da delegação do sul do INMLCF [Recurso eletrónico] : dos finais dos anos 70 ao século XXI / Ana Margarida da Silva Nazaré.- Coimbra : [s.n.], 2020.- 1 CD-ROM ; 12 cm
Dissertação no âmbito do mestrado em Antropologia Forense, apresentada ao Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, tendo como orientadora Eugénia Cunha. Ficheiro de 7,23 MB em formato PDF (125 p.).


ANTROPOLOGIA FORENSE, IDENTIFICAÇÃO DE CADÁVER, IDENTIFICAÇÃO BIOLÓGICA, EXAME MÉDICO-LEGAL, DESAPARECIMENTO DE PESSOAS, TESE

A Antropologia Forense, atualmente enquadrada, em Portugal, na Unidade Funcional de Patologia Forense do Serviço de Clínica e Patologia Forenses do INMLCF, I.P., atua principalmente para fins de identificação e para assistir no diagnóstico da causa da morte. Hoje em dia, os casos que chegam até ao Gabinete de Antropologia Forense do INMLCF, I.P. podem ser enviados pelas forças policiais ou pelo Ministério Público, por haver suspeita de que se trate de um caso forense, havendo o pedido de uma correta análise dos restos mortais, a fim de apurar a resposta a determinados quesitos, nomeadamente o “quem”, “onde” e “quando”. Este trabalho teve como propósito a reanálise de 28 casos prescritos de indivíduos não identificados do Gabinete de Antropologia Forense da Delegação do Sul do INMLCF, I.P., os quais deram entrada entre 1979 e 2003, realizando a avaliação do perfil biológico dos mesmos e verificando a presença de fatores individualizantes. Os resultados obtidos foram confrontados com os dados constantes nos relatórios realizados no ano de entrada do respetivo caso no Instituto, a fim de se verificar a concordância e/ou discordância entre as duas observações. Posteriormente foi feita uma confrontação entre os perfis obtidos e os dados recolhidos da base de dados de pessoas desaparecidas da Polícia Judiciária. Tendo em conta a amostra que foi reanalisada, verificou-se que os casos não identificados em Antropologia Forense eram maioritariamente enviados pela Polícia Judiciária e pelo Ministério Público, sem que houvesse uma descrição concreta do local do achado e sem a presença de um Antropólogo Forense no local. Os casos de contexto forense eram maioritariamente constituídos por indivíduos com uma afinidade populacional europeia, mais homens do que mulheres, mas não de forma significativa, e predominantemente pertencentes ao grupo etário dos adultos maduros.