Centro de Documentação da PJ
Monografia

CD336
GATEIRA, Ana Sofia Padeiro
Relatório de estágio realizado na Unidade Funcional de Patologia Forense do Serviço de Clínica e Patologia Forenses da Delegação Sul do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, I.P. [Recurso eletrónico] / Ana Sofia Padeiro Gateira.- Coimbra : [s.n.], 2022.- 1 CD-ROM ; 12 cm
Relatório de estágio no âmbito do Mestrado em Medicina Legal e Ciências Forenses, apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, tendo como orientadores Francisco Corte Real Gonçalves e Eugénia Maria Guedes Pinto Antunes da Cunha. Ficheiro de 22,9 MB em formato PDF (111 p.).


ANTROPOLOGIA FORENSE, MEDICINA LEGAL, AUTÓPSIA, TESE

Em Antropologia Forense, a identificação inicia-se pela avaliação dos fatores genéricos de identidade, denominado perfil biológico, que engloba quatro parâmetros: as afinidades populacionais; a idade à morte, o sexo e a estatura. Estes quatro parâmetros possibilitam criar um perfil que, uma vez confrontado com os dados das supostas vítimas, permite fazer exclusões e orientar a identificação. plicação da ciência da antropologia física ao processo legal. A identificação de humanos esqueléticos, em decomposição ou não identificados permanece importante por razões legais e humanitárias. Antropólogos forenses aplicam técnicas científicas padrão desenvolvidas em antropologia física para identificar restos humanos e ajudar na investigação de crimes. Antropólogos forenses frequentemente trabalham em conjunto com patologistas forenses, odontologistas e investigadores de homicídio para identificar um falecido, descobrir evidências de crime e/ou o intervalo pós-morte. Além de auxiliar na localização e recuperação de restos mortais suspeitos, os antropólogos forenses trabalham para estimar a idade, sexo, afinidades populacionais, estatura e características (2006). No presente estágio pretendeu-se analisar e catalogar um conjunto de calotes cranianas que fazem parte do acervo museológico da Delegação do Sul do INMLCF, identificando traumatismos ósseos e patologias. Tentou-se averiguar se os traumatismos ocorreram perimortem ou antemortem. Para além disso, foi caracterizado o mecanismo subjacente às lesões, quando possível. Realizou-se igualmente uma recolha de dados no âmbito do perfil biológico em autópsias médico-legais que o permitiram e de indivíduos identificados, nomeadamente medições de fémures esquerdos de indivíduos adultos para a estimativa da estatura (Mendonça, 2000; Cordeiro et al., 2009), criando-se uma base de dados. Sendo a estatura um elemento básico na construção do perfil biológico, esta base de dados será uma mais-valia para a obtenção de equações de regressão mais atualizadas. Simultaneamente, registou-se o estado de ossificação da extremidade esternal das clavículas em jovens e adultos jovens de modo a melhorar a discriminação de indivíduos com menos e mais de 30 anos.