Centro de Documentação da PJ
Analítico de Periódico

CD 314
GAVIN, Jeff, e outro
Attributions of victims responsability in revenge pornography [Documento electrónico] / Jeff Gavin, Adrian Scott
Journal of Aggression, Conflict and Peace Research, Bingley, Vol. 11, n. 4 (2019), p. 263-272
Tradução parcial do resumo inserto no artigo. Ficheiro de 126 KB em formato PDF.


VITIMAÇÃO, PORNOGRAFIA, TELEFONE MÓVEL, JOVEM

Pornografia de vingança é um risco em crescimento entre adolescentes e jovens adultos. Muitas vezes decorrente de "sexting" (troca de mensagens eróticas com ou sem fotos via telemóvel), algumas vítimas de pornografia de vingança relatam ter experienciado sentimentos de culpa similar às vítimas de violação sexual. O objetivo deste artigo é explorar o pressuposto que está subjacente às características dos sentimentos de culpa das vítimas, com foco na responsabilidade do agressor e da vítima, bem com pressupostos sexuais em torno dos "sexting". Um total de 222 estudantes universitários do Reino unido (111 masculinos e 111 femininos) leem uma ou duas versões de um hipotético cenário de pornografia de vingança, um envolvendo uma vítima masculina de um agressor feminino e outro uma vítima feminina de um agressor masculino. Depois responderam a um questionário aberto relativo a responsabilidade. Análise qualitativa de conteúdo destas respostas 3 temas interrelacionados: o comportamento da vítima; mitigar a responsabilidade da vítima, e minimizar o comportamento. A maioria dos participantes neste estudo atribuem pelo menos alguma responsabilidade às vítimas de pornografia de vingança descrita nos 3 cenários. O género da vítima representa um papel menos importante do que os pressupostos em torno do "sexting". O estudo sugere que a culpa sentida pela vítima está relacionada com o consentimento implícito ao partilhar imagens íntimas com o parceiro, mas também é mitigada com a natureza normativa da prática deste relacionamento. Constatou-se que a experiência das vítimas masculinas de pornografia de vingança é trivializada. Estas conclusões têm implicações na e-segurança e no apoio à vítima.