Centro de Documentação da PJ
Analítico de Periódico

CD227
MACHADO, Helena, e outros
Políticas de identidade : perfil de DNA e a identidade genético-criminal / Helena Machado, Susana Silva, António Amorim
Análise Social, Lisboa, Vol. 45, n.º 196 (3.º trimestre 2010), p. 537-553
Resumo inserto no artigo. Também disponível em: http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1283950470C0xRF9bo4Yl23YJ7.pdf. Acedido a 29 de Setembro de 2011.


ADN, IDENTIFICAÇÃO DE PESSOAS, GENÉTICA, BASE DE DADOS, ANÁLISE CRIMINAL, PORTUGAL

O DNA é visto por muitos como a “verdadeira” base da identidade humana, por se tratar de uma estrutura biológica, em princípio, única em cada indivíduo. Esta noção de “unicidade”, pilar fundamental da investigação criminal e da genética forense, tem alimentado políticas de identidade da parte dos Estados modernos pela classificação e armazenamento de informação sobre “criminosos”. Neste artigo analisam-se estratégias médico-legais e burocrático-estatais de produção da identidade “genético-criminal” relacionadas com a criação, em Portugal, de uma base de dados forense de perfis de DNA. Discutem-se os impactos desta política de identidade na gestão, categorização e vigilância de indivíduos classificados como criminosos.