Centro de Documentação da PJ
Analítico de Periódico

33016
ROSSY, Quenti, e outro
La conception de schémas relationnels en analyse criminelle : au-delà de la maîtrise des outils / Quentin Rossy, Olivier Ribaux
Revue Internationale de Criminologie et de Police Technique et Scientifique, Genève, Vol. 65, n. 3 (Juillet-Septembre 2012), p. 345-362
Tradução do resumo inserto no artigo.


INQUÉRITO CRIMINAL, ANÁLISE CRIMINAL, INVESTIGAÇÃO CRIMINAL, TÉCNICA DE INVESTIGAÇÃO CRIMINAL

Técnicas de visualização são exploradas nos inquéritos judiciários visando facilitar o tratamento de investigações de grande envergadura. Os elementos pertinentes do inquérito são representados por esquemas que descrevem as relações entre os acontecimentos e as entidades envolvidas. As explicações clássicas destas técnicas que se apresentam na construção de diagramas, são por exemplo: a representação de redes criminais, de tráficos de mercadorias, de cronologias de acontecimentos, bem como a visualização de relações telefónicas e financeiras. Neste contexto, a visualização suporta um número importante de objetivos, tais como analisar os vestígios e as informações recolhidas, avaliar “a posteriori” uma investigação, ajudar a qualificar as infrações, facilitar a apreensão de um dossiê e a tomada de decisões no decurso de um inquérito, ver sustentada uma argumentação aquando do processo. A prática integra ferramentas de “software” simples que produzem gráficos elegantes e frequentemente poderosos. Esta pesquisa tende a mostrar que existem disparidades espantosas, aquando da exploração destas técnicas. Preconceitos de razoabilidade e de perceção podem ser induzidos, que quase podem provocar decisões com consequências por vezes desastrosas. Por colocar em evidência estas dificuldades, foram efetuadas avaliações com profissionais e com estudantes. Elas permitiram estabelecer uma imagem empírica do comprimento das variações de conceção e de interpretação das representações, assim como dos seus impactos sobre a tomada de decisão. A natureza e a diversidade dos conceitos a representar, a ausência de consensos sobre a maneira de representar os dados, a diversidade das soluções visuais possíveis, os constrangimentos impostos pelas ferramentas exploradas e a ausência de uma formalização clara da linguagem, são como muitas causas supostas das dificuldades. Esta constatação revela a necessidade de consolidar os métodos praticados.