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| ABRUNHOSA, Bruna Um século após as autópsias [Recurso eletrónico] : análise antropológica da coleção de calotes cranianas com lesões traumáticas do séc. XX e comparação com os respetivos processos de autópsia, do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, Delegação do Sul / Bruna Abrunhosa.- Coimbra : [s.n.], 2017.- 1 CD-ROM ; 12 cm Dissertação de mestrado em Evolução e Biologia Humanas, apresentada à Universidade de Coimbra, tendo como orientadoras Eugénia Cunha e Luísa Eiras. Ficheiro de 43,0 MB em formato PDF (210 p.). AUTÓPSIA, ANTROPOLOGIA FORENSE, EXAME MÉDICO-LEGAL, PERÍCIA MÉDICO-LEGAL, PATOLOGIA FORENSE Quando ocorre uma morte violenta (traumatismos ósseos), é essencial a presença do antropólogo forense durante a análise desses traumatismos. A partir desta análise o antropólogo forense tenta avaliar quando e como a morte ocorreu, auxiliando o patologista forense na determinação da causa de morte. Assim, torna-se extremamente importante o estudo de traumatismos ósseos, e para isso é relevante existerem coleções de esqueletos identificados com lesões ósseas, cujos relatórios de autópsia e causas de morte estão disponíveis. O presente estudo é constituído por uma coleção de 38 calotes com traumatismos ósseos, existententes na Delegação Sul do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF, I.P.), em Lisboa. A causa da morte é conhecida para todos os indivíduos, mas apenas existem relatórios de autópsia para 26 dessas calotes. Este trabalho consiste na análise antropológica às lesões ósseas e posterior confrontação dessa análise com a análise autóptica realizada no momento da autópsia pelo respetivo patologista forense, há cerca de um século atrás (1918-1956). Desta maneira é possível verificar as limitações de cada exame e discutir eventuais diagnósticos. Para esse fim, realizou-se uma análise macroscópica dos traumatismos ósseos de cada calote que seguiu as recomendações da literatura, tentando-se avaliar quando as lesões foram realizadas, o tipo de lesão, a causa, a etiologia médico-legal e o mecanismo da lesão. Os resultados revelaram que, mesmo décadas após a autópsia, é possível distinguir entre traumatismos provocados por armas de fogo e traumatismos cortantes, enquanto os traumatismos contundentes se tornam mais difíceis de observar, uma vez que são mais afetados pelos processos tafonómicos. Salienta-se que a causa e a etiologia médico-legal foram consideradas indeterminadas na maioria dos casos durante a análise antropológica. Este trabalho mostrou que ambas as análises têm falhas e que, juntas, podem superar os desafios criados pelos traumatismos ósseos. |